1.4.14

BILHETE NA PORTA DA GELADEIRA

Eu não te amo mais. Não acho mais graça nas dobrinhas dos seus dedos. Nem tesão no seu antebraço. Afogar meus dedos nos seus cachinhos não me distrai mais. O beijo no ombro, o lepo lepo. Os tickets de cinema, as rolhas de vinho, os cartões de aniversário, os bilhetinhos espalhados pela casa, os e-mails e torpedos eróticos, nada faz mais sentido. Não me procure mais. 1º de abril. Te amo, baby.

(cc)