30.6.11

Solange Suely

Peles de feijão. Restos de menstruação. Toalhas de papel afogadas no vaso sanitário rosa do Aspen Bar. Solange Suely, freqüentadora assídua do bar dos descolados, desenvolveu uma espécie de vidência aos sete anos. Um caso único na galáxia. Foi notícia em rede nacional e internacional. SUA SENSIBILIDADE DEVIDAMENTE EXPOSTA E exportada. Óóóóóóóóó, a plateia vibrava nos programas de auditórios e nos noticiários televisivos. Má digestão e combinação alimentar inadequada, demora no trânsito intestinal ou infecção são possíveis patologias que resultam no mau cheiro das fezes. Solange não explica porque o cocô flutua, nem os benefícios do hambúrguer de fezes humanas criado por um cientista japonês como alternativa para os vegetarianos. Ela identifica com precisão quem caga e quem não caga no Aspen Bar. Dom de merda. Tinha entrada vip em Teatros, restaurantes e boates e ainda esfregava na cara das pessoas: cagona! Não era pela coloração da matéria fecal nem por sua densidade, distinguia pelo odor. O cocô de Flaviano tem notas cítricas, o de Veruska é meio amadeirado, o do garçom possui notas florais, papoulas. Todas as vezes que Ray, o garçom, servia Dona Solange – sempre a chamava de dona – fixava o olhar em suas mãos, a maneira suntuosa com que segurava a piteira.

2 comentários:

Eduardo Araújo disse...

Hilário.

Gostei das notas/fragrancias

abço

Marlon Vila Nova disse...

Meu, vc é incrível. De onde tira essas coisas? rsrs