7.1.11

Cinquenta e oito

... cinquenta e nove, sessenta, sessenta e um, essa mania de contar, sessenta e dois, sessenta e três, eram as lâmpadas quando a noite vestia a cidade de luz, sessenta e quatro, os carros a 100 km/h na avenida sem fim, sessenta e cinco, sessenta e seis, sessenta e sete, as gotas de chuva em fila indiana na grade da janela, sessenta e oito, os rapazes de jeans e camisa branca, sessenta e nove, setenta, o movimento da moça pedir cerveja ao garçom, setenta e um, o tique da outra para derrubar a cinza do cigarro, setenta e dois, contava piada, setenta e três, setenta e quatro, contava lorota, setenta e cinco, contava vantagens, setenta e seis, contava moedas, setenta e sete, contava e não acabava mais, setenta e oito, setenta e nove, oitenta...

4 comentários:

Marcelo R. Rezende disse...

Pior do que eu, esse coitado, rs.

Eduardo Araújo disse...

Tudo nesta vida conta.

Edilson Cravo disse...

De onde vem tanta inspiração pra tantos textos genias?rs Afeeee.
Lindoooo. Abraços queridooo, adoro vir aqui.

Matheus N. disse...

mas não leva-se em conta..

interessante.