27.10.10

santinho

Na tua boca de cimento, palavra pedra, tropecei. Desci tua garganta-esgoto, discurso de merda, palavra suja qual chorume. É ano político, meu bem, mas não tens meu voto. Bem sabes, eu não acredito em ti. Podes tirar a gravata e o paletó (a vida não é um estúdio). O voto é uma escolha e hoje eu escolhi esquecer você.