16.8.10

Eu vou, tu vinho.

Abro a porta. Tu me esperas na cama com um vinho afogado no balde de gelo. Duas taças. Dois corpos quentes. Nossos desejos um pelo outro. Teu sorriso largo e eu me perdendo em teus braços. Nossos pés desenhando a beleza da vida no ar. A falta de ar. Tu balão de oxigênio. Teus batimentos. Eu cavalgando na estrada do teu colchão ortopédico. Suspensa. Suor. Sede. Saliva. Tu me bebes com um bom vinho branco. Gozo e espuma.