19.3.10

presente de aniversário

Hoje quando caminhava para a agência vi algo que nunca mais tinha visto. Uma borboleta, quer dizer, duas. Amarelas, bailando no ar, assim na minha frente. Eu era o único espectador naquele momento e fiquei feliz. Não por ser o único contemplado, mas por ter visto aqueles insetos no dia que ganho nova idade: ¼ de século e eu não sou mais larva. A crisálida vida já me preparou para voar. Mesmo que algumas vezes eu bata as asas na hélice do ventilador, que alguém atire uma pedra com baleadeira por maldade, ou até mesmo, que eu escolha voar por jardins envenenados. Em alguns momentos, erros fazem sentido. Eu ouvi isso uma vez e para mim faz todo o sentido porque escolhi viver a vida com a minha verdade: ora acertando, ora errando, mas sempre querendo acertar.