10.2.10

Dos silêncios

Não precisa falar nada não. Permita-me apenas a ficar contemplando as dobrinhas dos teus dedos e fazer as linhas da minha mão se completarem nas tuas. E ficou um tempo sem tempo assim, fotografando com o olhar e revelando do lado de dentro. Algo mudou naqueles segundos, talvez um avivamento, uma pequena certeza de permanecer, de estar, de ser.