12.11.10

Filhos, árvores e livros.

Não, não tenho filhos. Ainda não. Já penso em nomes. Gosto de Beatriz. Talvez porque tem atriz dentro do nome. Se menino for, Caio. Assim, Caio de alegria. Lembra peraltice, mesmo que caia e machuque o joelho. Só quero filhos quando puder levá-los na escola, buscar na saída. Não os quero para alegrias rápidas de McDonald's num fim de semana. Não quero filhos ausentes, apenas para fotografias no Natal em molduras. Acho que não sei ser pai ausente. Se já plantei uma árvore? Em criança, coloquei um feijão no algodão molhado num potinho de margarina e germinou. Pé de feijão vale? Eu acreditava que poderia chegar a uma terra acima das nuvens como João pé de feijão. Não publiquei nenhum livro, não.

22 comentários:

Rafael Almeida disse...

adorei! Eu sei que ficarei apenas no livro, talvez na árvore... os filhos, duvido muito!

Brenno Almeida disse...

se os rebentos forem versos
palavras, sorrisos
prole imensa
se não o forem
aquieta!

As sementes lançadas nem só rendem árvores
forjam em terras, até insalubres
flores e frutos
com o viço de Beatrizes e a rijeza de Caios ...

Marcelo R. Rezende disse...

Acho bonito teu texto porque chega num ponto que eu defendo: ser pai é ser presença, qualidade nem sempre é melhor que quantidade.

Marina disse...

Por mais que eu nunca comente, adoro seu blog.
Achei extremamente lindo isso que vc disse sobre filhos

bjss
rabiscoemnuvens.blogspot.com

Paulo Braccini disse...

Rafael disse tudo ...

"adorei! Eu sei que ficarei apenas no livro, talvez na árvore" ... os filhos? NEVER ... rs

;-)

Anônimo disse...

Filho é isso, presença!
Te digo com gde conhecimento de causa, amando,a presença se faz, é inevitável.

Lú Gagliano

Marlon Vila Nova disse...

Adorei! Adoro como da pra ver seu coração em seus textos, por mais simples que eles sejam. Tão lindo!

Rafael Munduruca disse...

Eu plantei morangos. Serve? rs.

Marcela disse...

Não, ainda não tenho filhos! Mas quero ter muitossss!

Lindo seu texto, Cleytudo!

Beijos, te amo

Samantha disse...

Por esses mesmos motivos ainda não sou mãe.
Por isso nos amamos tanto né amigo??? Somos tão parecidos.

Kyara disse...

Por enquanto, seus filhos são seus versos, suas árvores plantadas são as palavras que lemos (e como frutificam) e seus filhos... a contemporaneidade se encarrega de responder.
Beijos saudades!
Ky

Anônimo disse...

Lindooo!! Aiaiai... Tenho que fazer tudo isso!!

Lai Paiva disse...

Gracinha!!! Taí, eu já plantei uma árvore, já fiz um filho lindo, só falta publicar um livro. Quem sabe... E te digo: um filho é a batida mais especial do nosso coração! Bjs

WillDarc disse...

eu quero os três...os filhos, o livro e a arvore...rsrrsrs, difícil ter tudo, sei q dos três o livro é o mais fácil...adoooro teus textos sempre!

Francisco Silva disse...

Eu Amo você Clei.

Luna disse...

Eu fiz isso do pézinho de feijão.
Nada de livros e filhos, ainda.

Li um bocado de coisas aqui.
Não faz sentido eu demorar isso tudo pra vir aqui.

Beijos Gigantes!

Sentilavras disse...

Somos parecidos em quase tudo... :D

Edu O. disse...

Acabei de publicar um livro e estou feliz como se filho fosse, plnatei uma árvore há anos. Sinto que ainda falta muita coisa!

Zé Willams disse...

"Para compreender os pais é preciso ter filhos."

Sofocleto

eu queria um pai, uma mãe e um big mac juntos.
ok.
depressão no fast-food.
lindo texto.

Camila disse...

Eu também ainda não tive filho, não plantei uma árvore (pé de feijão não vale!) nem escrevi um livro. Se eu tivesse feito essas coisas pra que eu continuaria viva? Enquanto isso vou colecionando histórias para o livro, escolhendo a melhor semente para a árvore e aprendendo para ensinar meus filhos. E essa é a melhor fase de todas, tenho certeza!

Marcio Nicolau disse...

Eu já posso dizer que cumpri parcialmente a tarefa, Cleyton, com excessão dos filhos. Eu já plantei uma árvore e, na semana passada, dei o pontapé inicial para uma possível carreira literária com a publicação em livro de um poema meu. (Por isso a ausência, amigo)

Estou muito feliz e, diga-se de passagem aprovo a escolha do nome das crianças.

"Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura o rosto da atriz?
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha,
Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário a casa da atriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha,
Será que é uma estrela?
Será que é mentira?
Será que é comédia?
Será que é divina a vida da atriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida."

Um abraço.

George Farias disse...

espero o seu livro... esse eu sei q está perto de sair!

u fan.