14.11.10

Balanço

Um parque lindo, verde, graminhas, infinito. Um balanço suspenso no ar, preso nas nuvens. Cada impulso de balançar o coração. A imagem se fez na minha frente: meu vô (trabalhador braçal, cortador de cana, recebe o sol no rosto primeiro que todo mundo). Meu vô parou na minha frente. Trajava um terno rosa bebê, com gravata borboleta, sapatos novos, um sorriso largo no rosto e um canudo de papel na mão. Eu balançava cada vez mais alto. O vô me sorria com a alma (era o motor do meu balanço). O canudo de papel seria meu diploma? O terno rosa bebê seria a roupa de festa do meu vô para a minha formatura? Eu só tinha nove anos. Aprendi com aquela imagem que a vida é que é a maior faculdade que o ser humano pode cursar. Existem as provas, o trabalho em equipe, as notas. Naquele dia eu me balancei mais alto. Sorrir é matéria indispensável na escola da vida.
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Dedico este a amável Katianne Lima.

5 comentários:

Brenno Almeida disse...

"(...) Que a subida mais escarpada e mais à mercê dos ventos é sorrir de alegria.E que por isso que era aquilo que menos tinha cabido dentro dela: a delicadeza infinita da alegria ... "

Clarice

Zé Willams disse...

Well, thank you, but i read first.
;)

"A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa."
Mário Quintana

Esplêndido.

Zé Willams disse...

Ok. Fui não!
¬¬

Anônimo disse...

Hoje acordei com uma saudade danada do meu vovo. Que vontade abraçar, ouvir tua voz...
O sonho é minha ultima lembrança; Mas não consigo ver teu rosto.

Katianne Lima

George Farias disse...

por isso rio...rio muito.
e com vc mais ainda, meu amigo.
:D