25.11.10

microconto de trânsito

O sinal verde abre meus olhos
O sinal amarelo pede que eu recue
O sinal vermelho impede que eu te ame.

15.11.10

Como fazer um poema Google

Entre no sítio http://www.google.com.br/, coloque uma palavra na barra de Pesquisa Google e veja a listagem de dez associações que o próprio Google sugere. Vamos lá, tente com as palavras “novo” e “velho”. Eis as frases que aparecem para cada uma:

Novo
Novo Uno
Novo Twitter
Novo Fiesta
Novo MSN
Novo som
Novo tempo
Novo Gol
Novo visual do Fiuk
Novo Palio
Novo Fusca

Velho
Velho sábio
Velhos amigos
Velho Testamento
Velho Chico
Velhos outonos
Velho oeste
Velho Chico Rock Clube
Velho faceta
Velho e o moço
Velho mundo

Pronto, copie as frases sugeridas pelo site e trabalhe em cima delas. Acrescente palavras, corte outras, ponha frases inteiras, situações e o que sua imaginação permitir. Boa sorte.

Eis o meu poema Google:

O velho e o moço.

Novo uno e o desejo duplo de pertencer
Tuas graciosidades no novo Twitter (140 caracteres de amor)
O novo Fiesta e eu arriando os quatro pneus por ti
Novo MSN (e sua janela aberta para mim, com um jarro e uma flor)
Roberto Carlos Chico Vinicius, a trilha, o novo som
E o novo tempo de plantar e colher sorrisos
Novo gol – acertando em cheio tua rede, teu coração.
Eu acompanhando o novo visual do Fiuk para chamar tua atenção
(calças coloridíssimas, camisas em vê)
Novo Palio, novo Fusca (a reinvenção – um jeito novo de chegar a ti)

Já dizia o velho sábio: vai
em busca de teus amores em vida
e vivam como velhos amigos.
Velho Testamento (seria um pecado
dizer que tu não é o paraíso)
Velho Chico e suas canções de amor
Velhos outonos onde as folhas caiam sobre
nossas cabeças, fazendo-nos jardim (do Éden?)
O Velho Oeste para trás, nós para frente. Um do outro.
Nossos corpos percussivos (Velho Chico Rock Clube)
O velho tempo e suas facetas: eu encontrei você.
O velho e o moço no Velho Mundo. Juntos.

14.11.10

Balanço

Um parque lindo, verde, graminhas, infinito. Um balanço suspenso no ar, preso nas nuvens. Cada impulso de balançar o coração. A imagem se fez na minha frente: meu vô (trabalhador braçal, cortador de cana, recebe o sol no rosto primeiro que todo mundo). Meu vô parou na minha frente. Trajava um terno rosa bebê, com gravata borboleta, sapatos novos, um sorriso largo no rosto e um canudo de papel na mão. Eu balançava cada vez mais alto. O vô me sorria com a alma (era o motor do meu balanço). O canudo de papel seria meu diploma? O terno rosa bebê seria a roupa de festa do meu vô para a minha formatura? Eu só tinha nove anos. Aprendi com aquela imagem que a vida é que é a maior faculdade que o ser humano pode cursar. Existem as provas, o trabalho em equipe, as notas. Naquele dia eu me balancei mais alto. Sorrir é matéria indispensável na escola da vida.
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Dedico este a amável Katianne Lima.

12.11.10

Filhos, árvores e livros.

Não, não tenho filhos. Ainda não. Já penso em nomes. Gosto de Beatriz. Talvez porque tem atriz dentro do nome. Se menino for, Caio. Assim, Caio de alegria. Lembra peraltice, mesmo que caia e machuque o joelho. Só quero filhos quando puder levá-los na escola, buscar na saída. Não os quero para alegrias rápidas de McDonald's num fim de semana. Não quero filhos ausentes, apenas para fotografias no Natal em molduras. Acho que não sei ser pai ausente. Se já plantei uma árvore? Em criança, coloquei um feijão no algodão molhado num potinho de margarina e germinou. Pé de feijão vale? Eu acreditava que poderia chegar a uma terra acima das nuvens como João pé de feijão. Não publiquei nenhum livro, não.

7.11.10

propaganda enganosa

‎- Cleyton, você é igual ao Club Social: inconfundível.
- Ok, agora dá uma mordidinha.