15.10.10

Quero falar da violência.

Você dizer que me ama e no outro dia mudar de calçada é violência. Suas mãos puxando meus braços como se eu fosse um objeto é violência. Violência é você jogar seu fultebozinho e me deixar com as crianças em pleno domingo de sol. Você não me deixar falar é violência. Você GRITAR como se eu estivesse surda é violência. Violência é você querer transar comigo apenas porque casamos e moramos juntos. Você trocar meu nome na cama é violência. Você usar de suas posses é violência. Violência é você dizer que está tudo bem quando na verdade não está. Você não jantar na mesa comigo é violência. Suas cuecas como enfeites de árvore de natal pela casa é violência. Violência é você achar que ter uma mulher é só para fornicação. Você me colocar contra as crianças é violência. Suas mãos me deixando marcas no rosto e no coração é violência. Violência é viver ao seu lado.

3 comentários:

Rebeca Lopes disse...

Violência é ignorar a existência do outro.

Marcelo R. Rezende disse...

E a violênia é o que mais se utiliza numa relação. Estranho como as pessoas gostam desse lance psicológico besta. Amar é tão mais fácil.

Marcio Nicolau disse...

sabe que eu fiquei imaginando esse monólogo na voz de uma atriz? Você tem mesmo muito talento para escrever, Cleyton, e a isso certamente se soma o fato de você ser ator.

Não temos conversado muito e eu nem sempre venho aqui, por falta de tempo, mas continuo admirando muito você e vejo esse potencial de que estou lhe falando. Acho que você devia mesmo batalhar por essa carreira literária. Você já escreveu textos teatrais? Se não fez, deveria. Por que não escreve um monólogo para si mesmo?

Idéias, apenas. (E isso é tudo)

Um abraço e não suma.