8.10.10

O privilégio do café da manhã na cama

Tuas pernas torradas, teus lábios gelatinas (o suco da tua boca, os beijos-queijos-todos), as maçãs rosadas do teu rosto cremoso. E o sol como brinde penetrando as persianas?, vontade de dizer. Calo-me e devoro-te. Degusto cada parte tua como numa oração. Começo com os espaços entre os teus dedos dos pés, sem frieiras ou calafrio. Sou bom devoto, tenho verdadeira adoração pelos teus pés. Preencho com beijos e lambidas tuas falanges, por mais que tuas cúmplices meias tenham ciúmes (elas te aquecem do frio dia e noite, eu te aqueço em qualquer estação). Estou satisfeito.

7 comentários:

Paulo Braccini disse...

belíssimo ... tb fico satisfeito com um bom café na cama ...

bjux

;-)

Marcio Nicolau disse...

saboroso texto.

Marcio Nicolau disse...

Saudade já de vir aqui.

Edilson disse...

Hummm..que café bom hein..rs
Abraços querido e sds de vê-lo no Lua.

Edu O. disse...

Eita q declaração maravilhosa!!! Gostosissimo!

Lilian Borges Poesia disse...

Poesia divina...
É por essas e outras que me sinto privilegiada em poder ler e interpretar o mundo através da poesia...

Eduardo Araújo disse...

Vc tá incrível, adorei esse escrito/conto poético.