13.9.10

Economia política dos afetos.

Troca-se a sala de estar ou a sala do cinema pelas salas dos chats. Troca-se a rede de dormir pelas redes sociais. E assim o coração vai ficando cada vez mais digital. O amor através de logins e senhas. Oferta-se flores nas janelas do MSN em vez de comprá-las na floricultura da esquina com perfume e presença. Não há contemplação nas janelas das casas. Há dezenas de janelas abertas nas telas dos computadores. Eros através de milhões de pixels, acertando flechas a cada teclada, em cada discurso platônico, cada imagem multifacetada. Hoje não se segue por ruas compridas a fim de que se possa receber um abraço. Segue-se no twitter. Ninguém dá bom dia boa tarde boa noite, mas todos querem ser seu amigo no Facebook, Orkut. Quepassa?

9 comentários:

Sentimentalidades-Todas disse...

Uma nova ordem mundial dos afetos?
Sim, é o que parece.
Mas o inicioainda é o mesmo, o homem.
Assim, tem tudo para dar certo (ou não).

abraços,
Mônica

Sentilavras disse...

Nova ordem mundial dos afetos? Que conceito interessante!

Mais um texto denso em poucas linhas. Já te disse q admiro sua maneira de escrever?
Bjos

João Francisco Viégas disse...

Nem todos!! Nem todos!!
O que na verdade sugere que isso é uma regra!!

Marcelo R. Rezende disse...

É o medo do contato.
Quando a recíproca não é verdadeira, no mundo digital é só apertar esc que tá tudo lindo; já quando a pessoa tá na sua frente, dói mais.
Acho que é uma tentativa tola de se proteger.
Eu sou um pouco refém disso.

Paulo Braccini disse...

Nem todos!! Nem todos!!
O que na verdade sugere que isso é uma regra!! [2] Perfeito o coment do João ...

bjux aos dois

;-)

Rodrigo disse...

muito bom

Rodrigo disse...

muito bom

jaqueline disse...

Que texto Maravilhoso!
Por isso sou sua fã, vc realmente consegue fazer com que eu leia coisas que gostaria de escrever, mas me falta a criatividade...
Bejusssssss

Jacque

Chico OikOs - De Olho No Meio disse...

Sua construção textual em nenhum momento aborda a questão como "regra", mas como uma nova perspectiva em meio a outras. Talvez estejamos passando da Geração Coca-Cola para a Geração BlackBerry... Posso te sugerir algo? Agora que já constatada essa nova vertente comportamental em meio aos anteparos tecnológicos, construa com esse mesmo esmero literário uma possível solução consensual.