9.12.09

Um amor que morreu na praia

Domingo. Sunga cheia de peixinhos coloridos. Balde e pá de plástico coloridos. Sorrisos coloridos. Era assim a infância aos domingos: colorida. E se você acha louco isso de dar cor a um sorriso, e ainda mais, dar várias cores a um sorriso, você que é louco, caro leitor. E não vou explicar como é um sorriso com cor, preto e branco ou colorido, por favor. Imagine apenas e pronto. Domingo. Corpos meninos, canelas, cabelo de macarrão, água salgada, beijos doces. Corpos Cais, nenhuma bússola. Estrelas-do-mar, picolé de morango, cocada com leite condensado, castelo de areia, ondas do mar. Domingo. Esperar chegar o domingo. Areinhas. Segredos pérolas, amores tubarão. Os domingos não existem mais. Segunda. Terça. Quarta. Quinta. Sexta. Sábado. Pula a onda, marinheiro só.