20.10.09

Toma!

Você passou esse tempo todo pedindo, implorando. Que se eu te desse, você saberia o que fazer, tomaria conta, cuidaria. Olha a responsabilidade, hein? Não é para qualquer um. E você disse que não era qualquer um, que era O cara. Assim mesmo: O cara com ó maiúsculo e em negrito. Mapeoou todas as estratégias para chegar até mim. Não brinca comigo, hein? Você dizia – relaxa – okay estou relaxado. Re-la-xa-dís-si-mo. Mas evitei uma aproximação maior. O mínimo de esforço foi te ouvir e te olhar. Você quase aos meus pés, como se eu fosse um santo ou um popstar. Para com isso! Mas você disse que era reverência mesmo, que era para eu ser seu, que eu podia ser somente seu, que estava escrito. Tudo bem, eu vou dar um crédito. Toma esse meu músculo de 400 gramas e vivo e vermelho e pulsante. Olha a responsa, hein? Estou falando sério.