14.9.09

Tio Alencar.

Alencar, irmão de mainha. Tio Alencar tem uma bomboniere em Vicência, no interior de Pernambuco. Em criança, eu sempre passava as férias lá e ele me chamava de “cara de poeta”. Tio Alencar, pirangueiro que só ele, não dava uma pipoca por caridade. E quando dava era murcha ou algum chocolate vencido. Dia desses ele inquietou-se com alguns fenômenos:

1 - Para que chover na praia se já tem tanta água no mar?
2 - Para que homem ter peito se ninguém mama?
3 – Para que muro em cemitério, se quem está dentro não sai e quem está fora não quer entrar?