8.5.09

torta alemã.

Entrou no restaurante cumprimentando a todos com o aperto de mãos, típico dos alemães. Parecia realmente um almoço de negócios. E como eles, os alemães, são pontuais, o homem que aparentava seus 45 anos postou-se a mesa às 14h em ponto. Não lembro o nome, deveria ser Adolph, Wolfang, Hanz ou Günter, não importa. Então, ele passava o celular para os outros homens verem e comentarem. Era muito curioso o som que saia do aparelho: gargalhadas de crianças, vozes e gruídos. Até que o japa paralisou o celular nas mãos e disse: gostei dessa, ruivinha, ruivinha. E o cara com cara de italiano: então eu fico com a pretinha. E o outro: eu quero a de cabelos lisinhos e loiros. E cada um escolhia pela cor, pelo tipo de cabelo. Um foi até poético: eu quero a de olhos azul-Porto de Galinhas. Gente, eu nunca ouvi alguém dizer essa cor. Azul-marinho, azul-piscina ou azul-turquesa, vamos lá. Cada um assinou os cheques, entregou pro galego e encerraram a reunião cordialmente, com o aperto de mãos alemão. Afinal de contas, eles já escolheram o que comer de sobremesa.