25.3.09

babei no topo da montanha.

Ela sabia que todos sabiam que ela é gostosa, que por onde passa, quem passa por ela vira e olha e deseja e quer. Até o criado-mudo quando a viu falou. Abriu a boca e a vontade era de abrir o zíper do jeans e tome. Morena, cabelos lisos bem pretos, traço oriental, insinuação Marilyn Monroe, bunda Carla Perez, olhar 43, sapato 34. Tipo colegial arranca suspiros de homens, mulheres, crianças e velhos: o estudante de jornalismo, o executivo, o guardador de carro, o vendedor de amendoim, a menina da mesa da frente, o caixa do bar. Ela causa o maior tumulto em fila de banco, fila brasileiro e até fila da puta. Ela chega na faculdade entre 19h e 19h10 e lá estou com a câmera na mão pra pega-la pelo pé, pelo quadril, pelo pescoço, desce pra bunda, vai no umbigo, escorrega pros seios e para na boca. Ela insinua. Click. Click. Click. Ela entra na sala, a turma silencia e ouve-se um fiu-fiu lá de trás e mais um e mais outro. E do outro lado eu clico suas pernas, suas mãos, seus olhos e alcanço a montanha. Estou no topo da montanha. Embaixo corre o rio, nascente, pungente, pingente, oceano de líquido libidinoso. Click. Click. Click.
*esse texto faz parte da série Eu te paraliso com um click. Esse da foto sou eu clicado por Lula.