12.3.09

abaixo Hitler, bem embaixo.

Ela ouvia música, pelo balanço do corpo ao andar com o telefone na orelha direita. O computador estava ligado, possivelmente ela estava online e fazendo traquinagem na net. Comia algo, deveria ser uma fruta ou biscoitos ou chocolate e havia tomado banho, pelo menos os cabelos vermelhos estavam molhados. Usava apenas a parte de baixo da roupa, calcinha branca com detalhes vinho, os desenhos pareciam uns soldadinhos em guerra apontando seus canos endurecidos na trincheira. Linda. Deveria ter seus 18 anos, atingindo a maioridade e atingindo os maiores de todas as idades. Queria ouvir aquela conversa ao telefone, saber o que deixava aquela garota tão frenética. Ela tirou a calcinha fazendo todos os soldadinhos caírem no chão, cansados de guerra. Fazia calor lá e aqui. Que papo quente era aquele? Que seios, que mangas rosas, pêras, maçãs. Mulher branca de cabelos ruivos. E nua. Seu sexo com pêlos feitinhos parecia o bigode de Hitler, uma beleza. Eu não aguentava mais. Explodi a porra pela janela e meu desejo era alcançar a janela do décimo segundo andar do prédio da frente. Depois mostro todas as fotos que tirei da ruivinha, quadro a quadro. A cabelo de fogo nunca mais aparecera, havia mudado de endereço. Fiz um álbum na parede do meu quarto com suas fotos. Vem ver?

*esse texto faz parte da série Eu te paraliso com um click. Esse da foto sou eu clicado por Lula.