9.12.09

Um amor que morreu na praia

Domingo. Sunga cheia de peixinhos coloridos. Balde e pá de plástico coloridos. Sorrisos coloridos. Era assim a infância aos domingos: colorida. E se você acha louco isso de dar cor a um sorriso, e ainda mais, dar várias cores a um sorriso, você que é louco, caro leitor. E não vou explicar como é um sorriso com cor, preto e branco ou colorido, por favor. Imagine apenas e pronto. Domingo. Corpos meninos, canelas, cabelo de macarrão, água salgada, beijos doces. Corpos Cais, nenhuma bússola. Estrelas-do-mar, picolé de morango, cocada com leite condensado, castelo de areia, ondas do mar. Domingo. Esperar chegar o domingo. Areinhas. Segredos pérolas, amores tubarão. Os domingos não existem mais. Segunda. Terça. Quarta. Quinta. Sexta. Sábado. Pula a onda, marinheiro só.

7 comentários:

Sentilavras disse...

"Segredos pérolas, amores tubarão"... me lembrou lenine.

Sakana-san disse...

Tá, ok! Não precisa explicar o sorriso colorido, mas, e a sunguinha cheia de peixinhos? Os peixinhos a enchiam internamente? O__o

Marcelo Mayer disse...

exato, sou louco... o litium que me diga!

Mikaele Tavares disse...

Mais uma louca...rsrs

Nobre Epígono disse...

A poesia está tão bem desenhada nas suas frases - de propósito ou não.

Praia, com ele, com ela, com nós juntos. Juntos com o calor do sol, a brisa do mar e as cores lindas dos olhos e do restante do corpo.

Abraços, meu caríssimo Cleytudo!

=]

Marcela Paiva disse...

gostei do vizu novo

Daniel Cisneiros disse...

Nem falo do textinho, pra não estragá-lo.
Falo é desse menino da foto, que me lembrou um amor que também morreu, mas foi nas teclas do pc mesmo.
^^