31.5.09

Instantâneas.

- Eu acho lindo tudo que você escreve.
- Por que você não me disse antes?
- Têm coisas que não precisam ser ditas.
- Mas é legal ter um feedback...
- Feedback é palavra de publicitário.
- E qual é a palavra do amor?

27.5.09

blog das 30 pessoas.

Galerinha, a partir do dia 1º de junho entra em cena, ou melhor, em rede, um novo espaço: o BLOG DAS 30 PESSOAS. Isso mesmo, 30 pessoas com experiências distintas e de lugares idem, escrevendo em um mesmo blog, cada uma em um dia. Ficarei com o dia 05 por imposição do idealizador Lucas Guedes. Dia 05 é um dia tão “vou pagar a fatura do meu cartão” né? Pois pois, aguardo sua visita.

26.5.09

dos diálogos.

ELE – Neste momento, não está dando para confiar muito na sua cabeça, principalmente se ela acalenta sonhos de grandeza...
ELA – Gripe suína, a notícia do momento. Acho supertendência aquelas máscaras branquinhas de combate à gripe. Tem algo de misterioso em esconder a boca, algo Caminho das Índias.
ELE - ... esquecendo que só batalhando se alcança o que se deseja...
ELA – Ai, supercurto ver o que a Amy Winehouse anda aprontando nas praias caribenhas.
ELE - ... Tudo é adquirido mediante trabalho duro, seja físico, mental ou espiritual. Até os bons jogadores sabem disso...
ELA – O David Beckham é que anda sumido.

(Ele só queria ler o seu horóscopo)

25.5.09

historinhas reais.

Era uma vez uma garota de seis anos. Ela era princesa até nos sapatinhos vermelhos. Gostava de pintar e brincar e de cortar figuras de revistas e colar em um papel branco - poderia ser uma grande cineasta, diretora de arte, fotógrafa ou afins no campo da comunicação e arte - e morava com a mãe e o padrasto em um bairro nobre. Sua mãe era cardiologista e trabalhava cuidando do coração de muita gente. Seu padrasto, advogado, trabalhava com leis e nas horas vagas as desafiavam brincando com Júlia. O príncipe dessa história se transformara em fera e a Bela Júlia cansou de ser a menininha dos contos de fadas. Pendurou seus sapatinhos no varal e sumiu. O homem do Direito mexia com o coração da cardiologista e com várias partes do corpo da princesa Júlia.

21.5.09

Ele queria voar.
Em uma sexta-feira (não era 13)
Ele se jogou do 12º andar.
Seu Allstar não quis ir junto.
Espertinho Ele, o par de tênis.


14.5.09

Barbie

Será que terei o corpo igual ao da minha Barbie Sonho? Aiii, é o meu sonho. Ela é tão magrinha, tão branquinha, com esses cabelos dourados. Quero ser a Barbie quando crescer. Mas, como? Se sou gordinha, pretinha e tenho o cabelo pixaim? Mas Michael Jackson também era pretinho e quando ele cresceu, ele ficou branquinho como o Ken. O Ken é tão bonito, os olhos azuis, parece um anjo. Só não tem asas. Eu também não tenho asas. Queria voar como passarinho, bem alto, lááááá em cima. Lá no céu e ver tudo pequenininho como uma formiga. Sonhei com uma formiga que voava. Ela tinha os cabelos loiros e os olhos azuis e era bem branquinha, como a Barbie. Ai, eu queria ser a Barbie. E encontrar um príncipe encantado parecido com o Ken. E nós dois voaremos por aí, beeeeeeeem alto. Deitar nas estrelas e olhar pra baixo e chamar todas as formiguinhas-anjos. Eu gosto tanto desse joguinho de computador. Só tenho medo do homem de barba que diz eu te amo para mim. Ele fica querendo me ver na escola. Eu tenho medo dele. Coloquei todas as minhas Barbies na porta de casa.

12.5.09

Santa & Paciência.

(Paciência está dentro do box tomando banho. A porta do banheiro está aberta. Santa está encostada na entrada)

SANTA – Eu não consigo.
PACIÊNCIA – É normal.
SANTA – Normal? Até quando meu Deus?
PACIÊNCIA – Quando menos esperar vai vir.
SANTA – Assim do nada?
PACIÊNCIA – Você precisa explorar.
SANTA – já tentei de tudo. Se meus dedos falassem, eles seriam tagarelas. Porque o que eles já sofreram lá dentro...
PACIÊNCIA – Não me dei com esse xampu. Antes eu tivesse comprado o para cabelos tingidos.
SANTA – Me dá umas dicas amiga.
PACIÊNCIA – Ah, tem o de lanolina... e aquele de reparação...
SANTA – Não. Falo dicas pra conseguir lá o negócio.
PACIÊNCIA – Ah, você tem que se tocar.
SANTA – Que isso? Está me tirando?
PACIÊNCIA – Como assim? Ai, entrou xampu em meus olhos.
SANTA – Você mandando eu me tocar.
PACIÊNCIA – Seu corpo, tocar. Ai, está ardendo.
SANTA – Já disse. Já toquei tanto que se tivessem cordas sairia um rock.
PACIÊNCIA – E brinquedinhos?
SANTA – Como assim?
PACIÊNCIA – Objetos, coisinhas.
SANTA – Você é louca?!
PACIÊNCIA – Anrãm.
SANTA – Só se eu pegar as Barbies da minha irmã.
PACIÊNCIA – Ah, têm tantas outras coisas.
SANTA – Nem com chuveirinho eu consegui...
PACIÊNCIA – Porta-escovas de dentes!
SANTA – Hã?
PACIÊNCIA – Já testou com porta-escovas de dentes?
SANTA – Não.

(Paciência termina o banho, enxuga-se e deixa a toalha prendendo os cabelos. Sai do box, enxuga os pés no tapete. Santa olha pelo espelho. Paciência pega o porta-escovas de dentes, tira a escova, põe creme dental e escova seus dentinhos brancos. Santa apenas olha.)

8.5.09

torta alemã.

Entrou no restaurante cumprimentando a todos com o aperto de mãos, típico dos alemães. Parecia realmente um almoço de negócios. E como eles, os alemães, são pontuais, o homem que aparentava seus 45 anos postou-se a mesa às 14h em ponto. Não lembro o nome, deveria ser Adolph, Wolfang, Hanz ou Günter, não importa. Então, ele passava o celular para os outros homens verem e comentarem. Era muito curioso o som que saia do aparelho: gargalhadas de crianças, vozes e gruídos. Até que o japa paralisou o celular nas mãos e disse: gostei dessa, ruivinha, ruivinha. E o cara com cara de italiano: então eu fico com a pretinha. E o outro: eu quero a de cabelos lisinhos e loiros. E cada um escolhia pela cor, pelo tipo de cabelo. Um foi até poético: eu quero a de olhos azul-Porto de Galinhas. Gente, eu nunca ouvi alguém dizer essa cor. Azul-marinho, azul-piscina ou azul-turquesa, vamos lá. Cada um assinou os cheques, entregou pro galego e encerraram a reunião cordialmente, com o aperto de mãos alemão. Afinal de contas, eles já escolheram o que comer de sobremesa.

5.5.09

Um tio ainda me chama de “fofão” quando me vê • Outro me chamava de “Cara de poeta” • Fui um pestinha na escola, em casa e na rua • Já fiquei de castigo • Queria ser professor de ciências, dentista, ortopedista, psicólogo e repórter e hoje sou publicitário e ator • Passava as férias no interior • Nunca fiquei para a final nas provas • Era o “queridinho” nas aulas de artes • Matemática não entrava na minha cabeça • Já fui fã da Xuxa • Já me correspondi por cartas com dezenas de pessoas aos 14 anos • Dançava como ninguém nas festas • Comia leite com Nescau no copo • Brincava na rua • Não gostava de tomar banho • Tinha medo de injeção • Escrevi um livro, mas não o publiquei • Fiz minha primeira apresentação no Teatro aos doze anos • uso óculos de grau desde pequeno • Já quebrei o pé três vezes • Já me operei de hérnia • Já sofri acidente de trânsito • Ia ser devorado por jacarés no Zoológico, não fosse um cara que me puxou, lógico • Pegava bombons de Cosme e Damião • Eu deveria estar na seleção brasileira de vôlei (será?) • Sempre tive os olhos puxadinhos • Já apanhei com cipó de goiaba • Brincava de pinga-pinga com plástico queimado • Tinha medo do escuro e via “fantasmas” frequentemente dentro de casa • Já frequentei igreja protestante • Fiz primeira comunhão, me crismei mas não quis ser padre • Já frequentei centros espíritas • Tenho uma cicatriz de artes na infância • Sou o artista da família • Sempre fui magrelo • Fui Jonh Lennon na escola • Já fui Harry Potter • Uns me acham parecido com o Clark Kent [risos] • Também pareço com o wally • Alguns me chamam de Japa, outros de Cleytudo • Fiz um bocado de peças • Escrevo poesias • Sempre fui palhaço • Tenho muitos amigos, graças à deus • Já fiz cursinho e é um saco • Não falo inglês • Converso com surdos • Adoro abraçar • As pessoas pensam que estou com pernas de pau • Adoro ler e escrever • Me acabo em brigadeiro • (e tantas coisas para aprender).