31.12.09

Feliz

Eu nasci há vinte e quatro anos atrás. E têm muitas coisas nesse mundo que eu preciso saber mais. Estou disposto a errar, aprender, tropeçar e levantar. Se tiver de chorar, sorrir, sonhar, perder ou ganhar eu não irei me acomodar. Quem me conhece bem sabe, e quem conversa comigo dez minutinhos, também. Quando eu quero muito uma coisa eu consigo. Isso vai além do querer, da persistência, da batalha. Isso faz parte de minha essência. E assim vou juntando essas vontades de ser sempre melhor em tudo que faço, ambição de quem não se contenta com o mínimo, com o lugar-comum, porque eu sou grande e sei que posso ser maior. Sem pisar em cima de ninguém, porque esse é meu mantra todos os dias. Gostaria de agradecer a todos que convivem comigo, que me aturam, que acreditam nos meus sonhos mais bobos, e nos mais sérios, aos que me leem, me ouvem, me fitam, aos transeuntes. E que essa vivacidade de Peter Pan nunca se apague em mim.

Feliz último dia de 2009, feliz dois mil ideias.

Cleyton Cabral.

29.12.09

com uma mão na frente e outra atrás

Largou o cigarro, largou a namorada, largou o emprego e foi viver de samba. Tocou Cartola, tocou Vinícius, tocou punheta e tocou a vida. Comprou umas brigas, comprou um Fusca e comprou um folheto de cordel que falava das coisas boas desse mundo. Ligou a tevê, ligou o pc e ligou uma história na outra. Cuspiu o medo, cuspiu a sorte, cuspiu fogo e cuspiu no prato que não comeu. Comeu cuscuz, comeu o juízo e comeu o pão que o diabo amassou. E ele só queria ser feliz.

25.12.09

você vive ou sonha?

A vida é feita de sonhos. Você já deve ter lido ou escutado isso de alguém. Mas você vive ou sonha? Se você vive tem um objetivo, e se tem um objetivo tem disposição, com disposição há fé e com fé há coragem. Então você sonha! Não é o máximo isso? Sonhar é estar vivo e estar vivo é poder trocar experiências, desatar laços, aprender e ensinar, partilhar de momentos inesquecíveis com gente pequena e gente grande. Feliz Natal e um 2010 GRANDE. De grandes ideias e grandes laços.
Cleyton Cabral.

23.12.09

ice love

- Amor, vamos fazer amor?
- Acabei de tomar sorvete, benzinho.
- Você está muito frio.

9.12.09

Um amor que morreu na praia

Domingo. Sunga cheia de peixinhos coloridos. Balde e pá de plástico coloridos. Sorrisos coloridos. Era assim a infância aos domingos: colorida. E se você acha louco isso de dar cor a um sorriso, e ainda mais, dar várias cores a um sorriso, você que é louco, caro leitor. E não vou explicar como é um sorriso com cor, preto e branco ou colorido, por favor. Imagine apenas e pronto. Domingo. Corpos meninos, canelas, cabelo de macarrão, água salgada, beijos doces. Corpos Cais, nenhuma bússola. Estrelas-do-mar, picolé de morango, cocada com leite condensado, castelo de areia, ondas do mar. Domingo. Esperar chegar o domingo. Areinhas. Segredos pérolas, amores tubarão. Os domingos não existem mais. Segunda. Terça. Quarta. Quinta. Sexta. Sábado. Pula a onda, marinheiro só.

23.11.09

no jardim do hospital

Que horas são por favor? não funciona, nem tão pouco você vem sempre aqui? Essa de está calor aqui não? Também não pega. Mulher gosta de ser surpreendida. Nada de arrodeios na hora de paquerar. Sente ao lado dela ou se aproxime e já pergunte sua verdura predileta. Se ela responder cenoura, por exemplo, responda com uma fruta redonda. E em seguida, elogie a boca com aparelhos e nada de falar dos olhos, que os olhos são espelhos da alma... muito subjetivo e não pega. Ouse, fale da tatuagem que ela tem no pé, que o ramalhete de flor pintado combina com aquele jardim. A partir daí ela já vai se desarmando e você pode tocar nos seus cabelos.

- você tem namorado?
- sim, ele acabou de ligar.
- mas a voz era de mulher.
- e você conseguiu ouvir?
- sim, você não tem namorado.
- tenho.
- você deveria namorar comigo.
- como assim?
- eu irei te fazer feliz, na minha casa tem devedê e tudo mais, a gente vai se divertir, eu coloco uns filmes de romance.
- eu gosto de drama.
- você ia gostar dos romances.
- mas eu tenho namorado.
- você não tem.
- tenho. Ele vem me buscar de moto.
- você é rica.
- por quê?
- porque você mora em Boa Viagem.
- qual sua verdura predileta?
- cenoura e a sua?
- melão.
- sua boca é bonita, pequena, bem branquinha.
- obrigada.
- o que você acha bonito em mim?
- os olhos.
- só?
- tudo, né?
- a gente ia pra praia e eu ia pagar tudo.
- hum.
- você vem sempre aqui no hospital?
- eu trabalho aqui. Sou enfermeira.
- ah, sou paciente. Tenho problemas mentais e físicos. Fiquei feliz por você ter achado meus olhos bonitos, ninguém nunca falou, ao contrário, têm medo de mim.

Ela mentiu pra deixar o feio feliz. Afinal, ele tinha problemas mentais e físicos e ela era uma menina boa. Ele deu o telefone e disse para ela ligar. Ela ligou e deu na caixa postal.

17.11.09

Com saudades, Lili.

Saudades. Dos bilhetes na porta da geladeira. Eu acordava horrorosa com os cabelos de pé e em dez segundos eu me sentia a mulher mais bonita do universo. E tenho certeza que Megan Fox teria inveja de mim. Saudades. De jantar com você no restaurante mais caro da cidade e não perder a simplicidade e a espontaneidade ou dividir um hot dog na rua e ser como um jantar romântico à luz de velas. Saudades. Das viagens que fizemos juntos, as mais longas, para o outro lado do mundo ou simplesmente atravessar a esquina de mãos dadas para comprar pão. Ela escreveu a carta e guardou na gaveta da penteadeira e nunca enviou.

Felipe, pai, amigo, irmão, Botelhudo,

Qualquer coisa que eu escreva aqui pode parecer clichê. Desejar toda a felicidade do mundo, por exemplo. É óbvio, que não apenas no aniversário, mas o ano todo eu desejaria isso pra você. Afinal, todo mundo merece as coisinhas boas desse mundo né? O que posso dizer, sem arrodeios, é que você é muiiiito especial, taí outro clichê. E eu tenho a sorte de ser seu amigo, contar com você, sonhar. Mais clichês. E que fodam-se os clichês. E viva você! Seu sorriso e seu abraço são os maiores presentes que qualquer ser faria questão de ganhar. Clichê. (risos). Ó, eu te amo. Tem clichê melhor? Parabéns!

Cleyton Cabral, seu filho e seu amigo.

16.11.09

Santa & Paciência (parte V)

SANTA – Ai, eu to cansada, sabe?.
PACIÊNCIA – Trabalhou muito hoje?
SANTA – Cansada dessa vidinha mais ou menos.
PACIÊNCIA – Que é que está pegando?
SANTA – Não está.... antes fosse.
PACIÊNCIA – O quê?
SANTA – Pegando. Não está.
PACIÊNCIA – Não estou entendendo nada.
SANTA – O Mauro não consegue me pegar.
PACIÊNCIA – Insatisfeita?
SANTA – Cansada. Eu queria inovar.
PACIÊNCIA – E o que está esperando?
SANTA – Ele. Está muito básico. Ele chega, tira minha roupa, eu mando ele descer, ai ele passa meia hora lá e eu já sei que em seguida ele vai enfiar e depois eu finjo orgasmo, ele esporra, fumamos um cigarro e nos calamos. Cansei. Eu canso quando já sei como é que vai ser.
PACIÊNCIA – E por que você não dar as ordens?
SANTA – Já dei até uma coisa que ele queria muito e nada se resolve.
PACIÊNCIA – Você conseguiu?
SANTA – Assim né? Fiz do jeitinho que você disse.
PACIÊNCIA – Parabéns.
SANTA – Acredito que você e o Jairo inovam.
PACIÊNCIA – Ãnram.
SANTA – Bem que podíamos sair mais juntos, vai vê o Mauro aprende um pouco com ele.
PACIÊNCIA – Ah, amiga, você sabe como o Jairo é reservado.
SANTA – Falou no diabo, apareceu...
PACIÊNCIA – O rabo. Vou entrar que o diabo quando chega a cama pega fogo.

(dois beijinhos: Mummmmmm-ráááááá, Mummmmmm-ráááááá)

13.11.09

Estreio peça amanhã!

Playdog
O Jogo de ser outro.

Três seres vagam pelo urbano. Que caminhos seguir? Na dúvida, a inércia. Inércia? Eles estão sendo e brincando, se transformando, e nos entrecruzares de estradas, vias e vidas eles são, adentrando um novo universo; parte de um jogo clownesco em que a principal refeição é o ato de ser lesado a todo instante. Cães? Palhaços? Princesas? Campeões? Mendigos? E se pudéssemos experimentar outras vidas? Se pudéssemos jogar com outras possibilidades de não tédio? No jogar de ser o outro, eles se alimentam deles mesmos. Canibalizam-se e se nutrem das experiências pertinentes aos três. Neste jogo eles invertem papéis e brincam com relações de poder e incomunicabilidade, compondo esse universo, e por vezes nos fazendo rir dele por expectativa de nonsense. O espetáculo Play Dog é fruto do Projeto O Aprendiz Encena, realizado pelo Centro Apolo-Hermilo na edição 2009. A dramaturgia é resultado da fusão de três textos: Lesados, de Rafael Martins; O Jogo da Amarelinha (quadro de Teatro Suspeito), de Carlos Bartolomeu e A Refeição, de Newton Moreno, encenados por Alisson Castro, Rafael Barreiros e Rodrigo Cunha. No elenco: Auricéia Fraga, Cleyton Cabral e Pascoal Filizola. Serviço: Teatro Hermilo Borba Filho 13 e 14 de novembro, às 20h Espero você lá!
Fotos: Val Lima.

12.11.09

sinais de fumaça

Você anda me esnobando há dois dias. Pensa que não me dei conta? Como assim? Você chega de mansinho, na malemolência e depois passa por mim e nem olha? Hoje você mudou de calçada três vezes quando me viu, como se nada tivesse acontecido antes. Cínico, indelicado! É, todos os dias depois do almoço vinha ao meu encontro, quando estava atolado de anúncios e não vinha uma idéia descia para ficar perto de mim. Só porque sou pequeno pensa que não tenho voz? Hoje eu resolvi falar: você desistiu de mim, o último da caixinha, tinha dezenove para você abandonar, mas escolheu logo a mim, pobre cigarro, abandonado pelo seu dono em plena terça-feira. Com o pretinho você continua conversando, é café pra lá é café pra cá... e eu como fico nesta história? Pensei que ia ser tragado enquanto você fizesse o número dois em casa. Você não adorava conversar comigo enquanto fazia o número dois? Ah? Eu falo mesmo para todo mundo ouvir e saber quem você é. Eu fico pegando fogo de raiva, chega sai fumaça e você nem nem, nem para prestar atenção no que estou falando. Me deixa feito um otário dentro deste cesto de lixo. Intragável é você! É a sua mãe! Okay, no meu filtro você não passa mais.

10.11.09

sobre voo

Entre malas de rodinhas, locução de destinos para todos os cantos do mundo e barulhos de pouso, Ele estava inteiro no saguão de espera. Senhores leitores passageiros, por favor, se estiverem de pé sentem-se e se estiverem sentados apertem os cintos que essa é uma história de amor turbulenta. Em caso de enjôo têm saquinhos no bolso do assento, chicletes, banheiro. Letícia era firme em todas as suas decisões. Em criança, quando queria ganhar uns trocados para comprar guloseimas conseguia sem muito esforço, quando queria tirar dez em matemática, quando queria um beijo de um menino da escola, quando queria, quando queria. Ela sempre queria. Sempre. E ela queria demais. Queria até o que tinha dono, homens casados, por exemplo. Porque para Letícia o que importava era o desejo, acima de tudo e de todos. Felicidade pra ela era um cachorro vira-lata, socos e afetos e pulgas atrás das orelhas. Formou-se em jornalismo, tinha um emprego bom, escrevia para uma revista adolescente, mora só desde os dezesseis. Gostava de iogurte de ameixa, camisinha de banana e chá de hortelã. Ouvia rock, colecionava caixas de fósforos e cuidava de um cacto que ficava na janela do quarto. Tirou férias e tirou as passagens para Recife, queria conhecer as praias do Nordeste. Na boate, o Barman já lhe conhecia, bastava ela aparecer que ele já ia pegando a Soda e colocando a dose de vodca. Com a cabeça dava uma geral no ambiente e dançava umas músicas ou ficava sentada olhando clipes no telão mexendo as pedras de gelo com o indicador. Numa dessas saídas, parou os olhos no cara mais interessante da noite: meio cheinho, cabelos ondulados e óculos, uns vinte e sete anos, branquinho. Tomou o último gole da vodca e encarou. Foi paixão ao último gole. Por mais que ele não tenha se detido naquela magrela loira de cabelos curtos e repicados e saltos altos, trocaram energias. Letícia recolheu seus olhos verdes quando percebeu que o rapaz estava acompanhado, uma morena o abraçou por trás. Bonita a moça. Noutro momento, perto do banheiro, Letícia de novo, ele na fila do masculino. Ela parou na sua frente e disse oi. Oi ele respondeu meio tímido com a atitude dela. Como se chama? Sérgio, ele disse e mudou o copo de uísque da mão direita para a esquerda e fez questão de dar um gole e mostrar a aliança. Bobinho, eu já vi que você está acompanhado, muito bem acompanhado por sinal, linda sua esposa. Ele não conseguia dizer mais nada. Não precisa ficar tímido, gostei de você. Só gostei, pronto. Eu também, ele disse. Letícia anderline Santinon arrôba msn ponto com até mais. Sem caras sensuais, sem molejos, sem charme, Letícia chamava a atenção pela espontaneidade, pela presença, pronto. Não trocaram mais que cinco palavras e o Sérgio estava louco pela menina das pernas longas e sorriso largo, chamou a esposa pra conversar. Olha só, estou viajando e não volto mais, talvez você não me perdoe, mas é preciso. É clichê, querido passageiro leitor, eu sei. O amor é clichê, você sabe. Ele tava no saguão de espera entre malas de rodinhas, locução de destinos para todos os cantos do mundo e barulhos de pouso. E Letícia foi buscá-lo como combinado.

30.10.09

Rios e risos.

Rio. Rio Capibaribe, rio Tigre, Rio de Janeiro. Rio desse teu jeito vil. Rio da dor, rio de águas mansas, Rio do Arpoador. Rio de mim, só rio, rio de ti viu? Sorrio.

29.10.09

Cleytudo Buarque de Holanda

Samba-canção: a cabeça de baixo não pensa, nem canta. Só se ergue.
Amador: profissional que odeia a felicidade.
Licor: o cego lê com os olhos do ouvido.
Porta-retrato: você mais que 3x4 no olho mágico.
Ginástica olímpica: massagem ao ego nas alturas. Amém.

28.10.09

Santa & Paciência (diálogo IV)

SANTA – Então... estou toda dolorida.
PACIÊNCIA – Pegou muito sol ontem?
SANTA – Não, aquelas posições que você me falou.
PACIÊNCIA – É que você era acostumada com De Quatro e Papai e Mamãe. São básicas.
SANTA – A mulher sentada por cima do cara que é superbásica.
PACIÊNCIA – assim como o Frango Assado, normalzinha.
SANTA – Frango assado é bom, mas dói né?
PACIÊNCIA – O negócio é Kama Sutra, já dei o toque.
SANTA – Tem umas posições esquisitíssimas.
PACIÊNCIA – Ah, paciência! Tem uma bem legal. O homem por cima e a mulher cruza as pernas envolta das costas do cara.
SANTA – Você é uma danadinha. Anal eu não consigo. Já tentei com dois caras e vi que essa posição não é minha. Dói e sentindo dor não rola.
PACIÊNCIA – No começo até dói, mas depois passa.
SANTA – O Jairo deve pirar contigo... ele geralmente chega essa hora né?
PACIÊNCIA – É amiga, vou entrar, ainda irei preparar comidinha. Depois a gente bota o papo em dia.

(dois beijinhos: Mummmmmm-ráááááá, Mummmmmm-ráááááá)
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Quem quiser acompanhar os diálogos de Santa & Paciência, podem achar os outros textos pelo blog, ou deixa o e-mail que mando.

estado

Frenético.
Catártico.
Kamikazi.
Ritmo de terreiro de macumba e silêncios do corpo de Cristo no céu da boca.

27.10.09

verbo.

Se te amava, te amei.

Se te queria, te quis.

Se te tinha, te tive.

Fui mudando os tempos verbais como quem muda de roupa. E se eu não soube te amar, me perdoe. Meus pais não me ensinaram isso, nem a escola oferecia matéria de coração. A vida que é sábia há de me ensinar, cedo ou tarde. E vou me empenhar para não ficar em recuperação. Como estudante aplicado, de amor quero só notas azuis, boletim cheio de acertos. Mas errar é humano, né?

26.10.09

caixa de entrada.

Hoje logo cedo abri minha caixa de e-mails. Ela dizia nas primeiras linhas: “Saudades de nossos chás, dos cigarros e das nossas confidências. Eu abrindo o portão pra você entrar, gigante. Quantos sorrisos soltos entre latidos e cantos de cigarras. Aqui é uma festa só, fumo uns escondidos e vez ou outra tomo uma pinga, né? Gigante, passeia com meus cães. Beijinhos”. Hilda Hilst.
Ganhei o dia.

22.10.09

Como ser bonzinho em 5 passos em meio às malandragens da vida.

Passo 1 – Quando você sentir que alguém está querendo lesar a sua verdade, dê um sorriso bem grande que ela mesma saberá para onde ir. E o melhor: pra longe de você.

Passo 2 – Aquela pessoa que diz querer algo com você e que, de fato você estava investindo, não está te dando bola? Experimenta dar o estádio inteirinho pra ela.

Passo 3 – Quando você estiver naquele ônibus lotado, cheio(a) de pacotes e cadernos e livros, em pé, parecendo a última sardinha da lata, e a pessoa que está na sua frente sentadíssima, ouvindo músicas no MPnãoseiqualnúmero como se nada tivesse acontecendo, como se você fosse um(a) equilibrista e nem nem pra segurar por favor seu caderninho, sua mochila azul-petróleo ou a sacola de pão, você abre aquele biscoito recheado de-li-ci-o-so e oferece pra ele(a) com a maior cortesia.

Passo 4 – Você está no trânsito, no carro ou no ônibus, e chegam meninos de rua (crianças mesmo) entregando papeizinhos com textinho dramático e persuasivo “Estou aqui pedindo uma ajuda pra comprar comida pros meus irmãos porque meu pai não trabalha e minha mãe tem sete filhos pra criar”. Tem quem fique chocado, é claro, a situação não é fácil. Aí você diz pra criança que vai escrever um bilhete pra ela entregar aos seus pais, se eles não sabem ler, que peçam a alguém para fazê-lo. Arranque uma folha de caderno e escreva “Papai e mamãe, por que vocês não saem às ruas para batalhar o pão de cada dia? E em vez de colocarem as crianças para pedirem, não levam elas à escola ou deixam em casa brincando?”.

Passo 5 – Quando alguém lhe fizer muita raiva, não desperdice energia brigando ou gastando saliva. Se recomponha, vá pra casa, e no momento que você estiver fazendo seu cocôzinho, pense calmamente, mande ela tomar no cu, em pensamento e dê descarga.

21.10.09

& tudo começou quando o telefone tocou & eu disse alô & a voz do outro lado convidava pra tomar um chopp & jogar conversa fora & respondi com um sonoro sim & combinamos dele vir me pegar às dez & tudo que eu pensava durante a ligação era a minha cara de desinteressada & a dele de lobo mau guloso & tantas outras coisas & tal & coisa. Nove e cinquenta & nove eu já tinha borrifado o perfume que ele gostava de sentir pela décima quinta vez & minha mãe reclamava & dizia que o perfume era de macumba & que um batom vermelho escarlate era de puta. Foda né? Ele chegou às dez & quinze & levou a sério que se atrasar uns minutinhos é elegante & eu já tinha ruído as unhas de todos os dedos & o salto já doíam as batatas & eu entrei no carro & depois eu termino essa história ok?

20.10.09

Toma!

Você passou esse tempo todo pedindo, implorando. Que se eu te desse, você saberia o que fazer, tomaria conta, cuidaria. Olha a responsabilidade, hein? Não é para qualquer um. E você disse que não era qualquer um, que era O cara. Assim mesmo: O cara com ó maiúsculo e em negrito. Mapeoou todas as estratégias para chegar até mim. Não brinca comigo, hein? Você dizia – relaxa – okay estou relaxado. Re-la-xa-dís-si-mo. Mas evitei uma aproximação maior. O mínimo de esforço foi te ouvir e te olhar. Você quase aos meus pés, como se eu fosse um santo ou um popstar. Para com isso! Mas você disse que era reverência mesmo, que era para eu ser seu, que eu podia ser somente seu, que estava escrito. Tudo bem, eu vou dar um crédito. Toma esse meu músculo de 400 gramas e vivo e vermelho e pulsante. Olha a responsa, hein? Estou falando sério.

19.10.09

Eu juro.

Juro pelo que tem de mais profano, que quando te vi, partes de mim pulsaram, como querendo te alcançar. Juro que tentei segurar, mas num ímpeto, a seta já apontava o céu. Juro que deu vontade de puxar teus braços. Juro que queria tuas mãos, tuas costelas nas minhas e o meu corpo no teu. Juro que te amaria. Com direito a vinhos e passeios e outras esquisitices. Juro. Juro. Juro.

13.10.09

mamo_grafia.

Tá escrito em meu peito, lê: eu te quero. Bem sabes que o espaço entre meus mamilos é travesseiro ortopédico para receber o teu peso. À espanhola, teu membro, teus medos, teu calar de palavras. Por razão ou loucura, cubro o meu peito pro mundo e descubro só para ti. Só tu podes vê. Os ossos da tua face dialogando com o meu esterno, nossos ossinhos em sintonia. Exercício para o interno a partir do esterno, daquele osso sobre o coração. Não lê?

8.10.09

Para Aparecida, que apareceu e já faz parte.

Eu quero um samba que me sacuda
porque esse tempo não está fácil
é um Deus nos acuda.

É neguinho pisando na bola
passando por cima e
contando vantagens.

Eu só quero letra e poesia
riscar minhas canções por aí
cantar o amor e chegar em você

Me espera que estou chegando
pra gente rir da vida e viver de samba
me leva nos braços por aí...

1.10.09

li.ga.ção

s.f.1. Ato ou efeito de ligar; ligadura, ligamento.

- Oi, tudo bem?
- Tudo bem e você?
- Indo.
- Pra onde?

(desligou o telefone)

2. Junção, união.

Depois da pergunta do Padre, ele disse o sim querendo dizer não, nunca, jamais. Aquela argola dourada no dedo da mão esquerda seria como uma prisão em regime fechado.

3. Conexão.

Bonequinho verde e bonequinho azul dançam agarradinhos girando no mesmo eixo. (Online)

4. Coerência.

Aquela relação não tinha nexo, mas tinha sexo incoerente.

5. Laço, vínculo, relação entre pessoas.

Interesses: pele, pensamento, ideias, ideais, energia, aceitação, carência, promoção?

6. Convívio sexual; amasio, concubinato.

- Pega aqui. (pausa) No meu pau não. Eu disse aqui no meu peito.
(tinha o sexo a flor da mão)

30.9.09

é isso, baby.

Felicidade é não ter o que fazer porque seu dia está supercheio de tarefas, as que você mais gosssssta de fazer (com vários ésses mesmo). Felicidade é acordar com um café-com-leite quente e encontrar pessoas frias e deixá-las mornas e às vezes pegando fogo. Felicidade é poder sorrir, mostrar os dentes pro mundo, espantar o tédio com a boca aberta. Felicidade é perder o sono e trocar experiências, as menores, as mais singelas, àquelas que levamos pra vida toda. Felicidade é ter uma espinha enorme no nariz, o rosto doído, a vida te apertando como baseado e você tragando as coisas boas sem reclamar. Felicidade é isso e um monte de coisinhas que não se vende na esquina, mas se acha num sorriso de canto de boca, numa mão que aperta seu ombro, num olhar que fala um milhão de palavras com a boca fechada.

22.9.09

16.9.09

um homem pede socorro.

Um grito cego.
Um olhar mudo.
Silêncio de devastar uma cidade inteira.
O homem grita para ser ouvido por todos.
Ninguém ouve.
Cor de cheiro nenhum.
_
Eu, clicado por Felipe Botelho, no espetáculo Signos Involuntários (2007).

15.9.09

amnésia carnavalesca


Folheando uma Caras aqui na agência e vendo uma foto do Wolf Maya sorrindo para a câmera, lembrei do fato. No carnaval de Olinda nesse ano, eu de Wally, com as faculdades mentais alteradísimas (olha o sucesso!), o Wolf passou na fuzaca e eu: ainda vou ser dirigido por você, ainda vou ser dirigido por você. Ele apertou minha mão e disse: vai. Okey, beijoemedirige.

14.9.09

Tio Alencar.

Alencar, irmão de mainha. Tio Alencar tem uma bomboniere em Vicência, no interior de Pernambuco. Em criança, eu sempre passava as férias lá e ele me chamava de “cara de poeta”. Tio Alencar, pirangueiro que só ele, não dava uma pipoca por caridade. E quando dava era murcha ou algum chocolate vencido. Dia desses ele inquietou-se com alguns fenômenos:

1 - Para que chover na praia se já tem tanta água no mar?
2 - Para que homem ter peito se ninguém mama?
3 – Para que muro em cemitério, se quem está dentro não sai e quem está fora não quer entrar?

13.9.09

palavras.

Quero publicar meu primeiro livro em um corpo. Alguém se habilita?

bom de bico.

Cantava um canto suave passarinho e ficava ali horas a fio. Ele sabia ser homem com alma de bicho que voa. Bicava umas manhãs de beijos e afagos e voava deixando saudades no ninho.

10.9.09

click.


- Deixa eu te fotografar por dentro?
- Você vai querer revelar-me?
- Tu deixas?
- Você quem sabe.
- Não, tu que sabes.
- Eu?
- É.
- Então vai. Fico assim sem se mexer?
- Podes dançar que eu te paraliso com o clique.
- Começou?
- Já estou revelando-te.
Foto de Lula.

2.9.09

Barbieterapia

Barbie descobriu que fora traída pelo Ken. A dê-érre aconteceu na mesa de jantar depois de um silêncio glacial.

BARBIE (com ironia) – Ken é você?

31.8.09

ÉPICO
Irma e Irna, por Cleyton Cabral em 06/05/09
(ATOR ENTRA, FALA COM A PLATÉIA, LUZ GERAL)
ATOR
Boa noite a todos. Desculpe-me o atraso de cinco minutos pro espetáculo começar. É que tivemos um problema técnico na luz. (APONTA PARA OS REFLETORES) Bom, vocês podem estar se perguntando o porque de eu estar todo molhado... Não, eu não tomei um banho de chuva. Se estou com frio? Muitíssimo. Por favor desliguem seus celulares. Se realmente estiverem esperando uma ligação de urgência, deixem no modo silencioso. Vibrou, você sai pelo corredor sem fazer muito barulho, eu não vou me incomodar.
(CAMINHA PELO PALCO E PÁRA EM DETERMINADO PONTO. LUZ SOBRE ELE)
ATOR
Elas tinham as mesmas idades, o mesmo tom de voz, eram roucas e fumavam demais. Cigarro. Elas eram siamesas. Até aí, tudo igual, né? Mas uma coisa que mudava todo o contexto da vida delas: eram totalmente diferentes no temperamento. Uma ficava triste, a outra gozava o prazer de mais um cigarro de capuccino. Uma chorava, a outra gargalhava vendo novela mexicana. Irma e Irna. Quatro letras. Apenas uma letra para ser diferente. (USA DE EXPRESSÃO CORPORAL PARA INTERPRETAR AS DUAS, VIRANDO O CORPO PARA O LADO DIREITO OU PARA O ESQUERDO.) Mais um? (REPRESENTANDO ACENDER UM CIGARRO SEM CIGARRO E SEM ISQUEIRO. VIRA O LADO DO CORPO PARA REPRESENTAR A OUTRA IRMÃ) Mais um. (REPRESENTA ACENDER O CIGARRO. VOLTA-SE PARA A PLATÉIA) Era assim todos os dias. As duas fumavam mais de duzentos cigarros. (IMITA AS SIAMESAS NUM MOVIMENTO COM OS BRAÇOS, LEVANDO AS MÃOS ATÉ A BOCA) A casa era branca até elas decidirem entrar no vício. O teto amarelou de fumaça. A sala de jantar da casa parecia mais um cinzeiro gigante. (TOSSE COMO SE O PALCO ESTIVESSE TOMADO POR FUMAÇA)
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Exercício do Grupo de Estudos de Dramaturgia.

26.8.09

Stand’up comedy

Entra neutro, olha a platéia por alguns segundos e cumprimenta:

Ok, eu sou uma girafa nipônica.

Eu me orgulho de estar desempregado porque isso faz com que aproveite o tempo livre para dormir, ficar na internet e fazer miojo de galinha caipira, embora eu more na cidade grande. Na verdade nem é tão grande assim, todo mundo se conhece. E com esse tamanho não tem como se esconder não é? a cidade é um ovo. Fico imaginando quando tenho que fritar ovo, porque eu odeio tirar aquele negocinho gosmento que cai junto com a gema. Odeio. Logo que estalo os ovos corro para lavar as mãos. Toc sei lá, nojo. Mas o que mais me preocupa é como andam alimentando os pobres dos franguinhos na granja, anabolizantes. Tenho medo de engordar drasticamente. Em criança, minha mãe me forçava a tomar de tudo para engordar: Biotônico Fontoura, grrafada, Emulsão de Scoult de bacalhau, remédios para lombrigas e todas aquelas vitaminas da infância. Nhé. Acho que eles só me esticaram. Vocês já devem estar pensando “tu és magro de ruim”.

(irônico) Eu amo ir à praia. Pense como amo. Olhem o bronze. Tirar a camisa, o short e ficar apenas de sunga? Eu a-do-ro, nossaaaaa. As pessoas olham para mim, todo mundo olha para mim, de cima a baixo. É, eles devem pensar que sou mais um coqueiro na paisagem. Corro pro mar e fico só com a cabeça de fora. E para voltar para a cadeira da praia? Respiro, olho para todos os lados e imagino que não tem ninguém olhando para o meu “corpão”. É, as pessoas enchem o saco com essa coisa de autógrafos, fotos... é paparazzo por todos os lados... e no outro dia lá estou no youtube. Que sexy não?

Dia desses me ligaram de São Paulo. Atendi ansioso, porque tinha mandado uns currículos para lá, poderia ser a oportunidade. Alô? Ficou mudo e desligaram. Droga! Poderia ser a chance de conseguir um emprego, pagar minhas faturas atrasadas do banco. No outro dia ligaram de São Paulo novamente. Agora a técnica do curso de telemarketing me serviu, atendi sorrindo: alô? E quem era? O banco, cobrança. Argh!

Cartão de crédito é uma armadilha (para não dizer uma merda), a gente anda sem dinheiro e em todos os cantos aceita. E como gosto de novidades, cerveja e baladas, lá estou sempre com o meu cartão. Pinnn, transação autorizada. Uma noite, depois de muitas cervejas, a maquininha disse: pinnn, transação não autorizada. Fudeu! A sorte é que eu estava com amigos. Imagina minha cara pro gerente: é... é que... estou devendo ao Banco, acho que estou sem créditos no momento, sei que já tem o pessoal que lava os pratos... eu poderia varrer e passar pano no salão quando a galera for embora.

Odeio quando alguém entra no MSN e comexa a falar axim e axado, e num xei o quê. Como tu taix? Aiiiiiiii, não aguento. Imagina a babá da rainha do baixinhos: “Xuxa, a Sasha fez xixi na xala.” Não aguento. E tem gente que ainda xe dexpede axim: “xauz, fca com Deuxs e qualquer coixa me xama. Txi amu.” Arghhhhh!!! Vai com Deuxs e fica por lá mesmo, beixinho, beixinho, xau, xau.

(orgulho) Adoro ser solteiro: solteiro não precisa inventar histórias e dizer que vai fazer hora extra no trabalho, solteiro não precisa gastar com presentes no dia dos namorados, nem no Natal, nem na Páscoa... Ser solteiro é uma forma de redução de despesas. Solteiro não precisa comprar flores, chocolates, entradas de cinema, milk shake, Macdonalds. Ser solteiro não engorda. Solteiro pode pular de bar em bar, encher a cara, beijar quem quiser, sem se preocupar com a hora de voltar para casa. Ser solteiro é mais divertido.

19.8.09

Dandara.

Dandara. Filme de Daniel Monteiro.
1a exibição: 24 de setembro, no auditório da Livraria Cultura (Recife).
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Maquiagem e caracterização: Catarina Souza.
Fotografia: Gabriela Nóbrega.

14.8.09

Bom dia amiguinhos...

Oi gente, bom diaaaaaaa. Sentiram minha falta? Me senti a Xuxa agora. Hehe Então, estou numa correria danada esses dias, não tive tempo de aprontar textinho poético, metafórico ou erótico. Nhé. Então, na verdade estou me sentindo um monstrinho: ontem depilei as pernas abre parênteses calma, deixa eu explicar fecha parênteses, pois irei gravar um curta esse fim de semana. Viverei um travesti chamado Dandara. Em breve volto a atualizar o blog.
Beijoalisaminhaspernas.

7.8.09

"Meu querido amigo, gostaria que você se desse um tempo para mim, e lesse minha carta até o final. Começo chamando você de amigo, e amigo querido porquê de fato, a esta altura dos acontecimentos, das distâncias e de silêncios de ambas as partes, seja este o nome que devo colocar em relação a você. Espero que eu não me engane mais uma vez, espero que você tenha a lucidez pra encarar nossa maneira de nos relacionarmos, e tentar me falar o que de fato aconteceu, e acontece. É possível, que uma nova relação tenha acontecido, e você tenha se esquecido de me revelar, embora eu tenha sempre perguntado sobre essa possibilidade, e sempre você tenha me negado. Possivelmente você tenha se dado conta que nós, não éramos exatamente isso que você precisava e tenha querido sair fora dessa relação. Relação que eu sinceramente vejo agora, como uma necessidade mais minha que sua. Isso para mim, se traduz em reconhecer, que eu me empenhei mais em criar nossa história. Não que não tenha acontecido de sua parte interesse; mas, não houve abandono. Tudo acontecia na medida de suas possibilidades. Eu não. Eu me entreguei; abandonei-me ao meu projeto, sem nem mesmo perceber que eu não te dava alternativa em meu sonho. Mas, como você mesmo me fez ver um dia: eu não ouvia você. Eu não entendia os sinais que você emitia, não queria escutar as frases soltas, as suas decididas impossibilidades de nos reunirmos, de termos um tempo... Seu tempo não me importava de fato. O seu tempo deveria ser nosso. Espaços pra um não havia, só o duplo me interessava. Nós, a nossa dupla.
O Duplo: Nós."
Trecho da peça que estou ensaiando: As tuas mãos onde estão? Ou Quando Aquiles sangrou, de Carlos Bartolomeu.

6.8.09

Peça em 3 atos.

1º ATO

(abre o zíper)

2º ATO

(põe para fora)

3º ATO

(diz com voz suave) Mechupaeagradece.

(cai o pano)

3.8.09

fim-de-semana.

Pai, afasta de mim este cálice, este copo americano, esta taça, esta lata, esta garrafa...

30.7.09

NÃO COMPRE CELULAR NAS AMERICANAS DO SHOPPING TACARUNA.

É uma pena divulgar isso, quando eu adoro encontrar uns CDs por preços bem bacanas nas Lojas Americanas ou simplesmente comprar chocolate. Mas tive uma experiência péssima ao comprar um aparelho celular nas Americanas do Shopping Tacaruna domingo (26/07/09). A moça que me atendeu foi muito simpática (tem que ser, né?) e me convenceu a levar o Nokia 5130 XpressMusic, que inclusive, achei o aparelho bem legal. Decidi leva-lo. Paguei à vista e a vendedora assegurou que se eu tivesse algum problema com o aparelho, poderia aparecer na loja em 3 dias para tirar dúvidas, e em caso de algum defeito, trocar o aparelho. Ok, sai da loja feliz pela compra e pelo atendimento e por saber que eu iria me livrar do meu celular que estava caindo os pedaços (literalmente). Tudo bonitinho e tranquilo, até eu decidir na segunda-feira ouvir música no novo celular pelo fone de ouvido. Simplesmente não saia som nos fones. O que fiz? Compareci na loja ontem (29/07/09) para resolver o problema. A vendedora testou e realmente o problema era a entrada do fone, logo me encaminhou ao setor de trocas. Lá, a moça do setor de trocas entrou em contato com alguém, deu todas as informações do aparelho e voltou para me dizer que o aparelho não poderá ser trocado porque eu tinha utilizado 1h13min do aparelho. Sim, e daí? Eu comprei o celular para usar de enfeite?! Chamei a gerente (que pelo que vi está na profissão errada, não tem perfil para liderança, não tomou decisão e me deixou na mão) e ela disse “não posso fazer nada”. Como assim? Estou no prazo de 3 dias, na loja, para trocar um aparelho que comprei e está com defeito e não terei um aparelho novo?! É isso: fui lesado. O único jeito era levar na assistência técnica autorizada. Onde estão os meus direitos de consumidor? Onde estão os meus direitos de cidadão? A única coisa que posso fazer é dividir com você essa situação, caro leitor. NÃO COMPRE CELULAR NAS LOJAS AMERICANAS DO SHOPPING TACARUNA. Obrigado.

24.7.09

Somos Quem Podemos Ser.

Engenheiros do Havaí: músicas para ouvir com a luz apagada, comendo queijo do reino e tomando vinho.

21.7.09

dos elogios.

- Noooossa Cleyton, como você tá fortinho...
- Gordo né?
- Não, gostosinho, uns bracinhos, e essa bunda...
- É, tô malhando e ficando com barriguinha de chopp...
- Não, é que vc era magrelo e agora tá ótimo.
- Ok, beijomechupa. rs

14.7.09

8.7.09

das performances.

"Atoron a Rihanna...
Atoron o Perigón dela...
Ela
sabe
ser
uma
mulher
fechante."

1.
http://www.youtube.com/watch?v=iVjZBfYtjxQ

2.
http://www.youtube.com/watch?v=jzQIcrgDXHw&feature=related
Se até crocodilo
tem lágrimas,
não se incomode de usar
10% de sua humanidade
em uma crise histérica
um ataque de risos
guerra de travesseiros
ou explosão de amor.
Se ganhar um abacaxi,
bata com gelo e hortelã.
nada de preocupar com a
verdade do universo.
A vida está aí.

(Nara Mourão)

6.7.09

pra vc, leitor (a).



Essa música me trouxe paz. Sem falar que o clipe é genial. Dedico aos meus leitores que chegam, me leem e partem sem deixar rastro. =D

3.7.09

2.7.09

Mereço seu voto?

Oi, estou concorrendo com o "Cleytudo" ao prêmio TOP BLOG como blog de variedades. Se você vem sempre aqui e curte meus escritos, vota em mim tá? Estou entre os 100 da categoria. É facinho: basta clicar no selo aí ao lado, depois em "votar", "corfirmar" e validar o seu voto no e-mail. Vota e volta aqui tá? Beijo.
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30.6.09

26.6.09

Michael Jackson é pop e o Papa é um prato de papa.

Confesso: quando eu era criança tinha medo do branquelo, achava que ele fazia parte do diabo, essas coisas. Clipes misteriosos, medonhos. E ficava imaginando se eu me visse frente a frente com ele, eu faria duas coisas: sairia correndo e gritando. Coisa de criança. Mas não posso negar que ele era assustador para os meus seis, sete anos. Não posso negar também, que ele foi um astro. Desses que comiam os planetinhas, ops, as criancinhas. Lembro também que eu ficava pasmo vendo ele dançar e deslizar daquele jeito e com aquelas roupas justíssimas e douradas com preto. E como entrar na minha cabeça de vento que ele já foi preto e ficou branco do dia pra noite? Vitiligo? Nem ligo. E ele nem era tão bad assim né?

22.6.09

nada.

Não tenho nada pra dizer hoje. Não pensei em algum tema, nem vou falar o que comi no café da manhã ou o que fiz no fim de semana. Não preparei textinho poético, non sense, irônico, nem irei falar coisas do coração. Hoje eu não tenho nada pra oferecer-lhes, caro leitor. E por isso mesmo que acabo escrevendo algo, porque escrever para mim, parece ser cada dia mais necessário. E discorrer sobre o nada pode ser exatamente pauta para uma postagem. Então, imagine-me como uma folha branca, um papel à espera de rabiscos e tinta. Nada.

17.6.09

sabe o que é muito?

Eu te querendo e The Beatles cantando I Want You (She's So Heavy) pra mim. Ou seria você? Owwww

16.6.09

windows cleyton

Colocando o Pedrinho para voar... ele já está com 7 anos e não aguento mais o peso. rs

15.6.09

sobre lentes.

Passou pela minha cabeça que quem mora em prédio, a partir do 8º andar, possui binóculo. Todas as noites estão lá na janela, por trás da cortina com as duas lentes fixas para a rua, ampliando um beijo, uma mão indecente dentro da bermuda, um sarro ou o próprio ato sexual, além de brigas, DR’s, festividades.Será que é muita viagem da minha cabeça??

11.6.09

talvez sim talvez não.

Amanhã, andarei com o mesmo allstar branco quase preto, pulando poças d’água, desviando dos carros e com a mochila verde-petróleo nas costas. No percurso para o trabalho, talvez mude o caminho como sempre, e darei bom dia a quem não conheço e talvez nem olhe no rosto dos desconhecidos como quase sempre. Talvez me molhe de chuva ou fique aguardando ela passar embaixo de uma árvore ou caminhe a passos largos, quase correndo para ouvir o barulho da porta de vidro acionando para eu entrar e fazer pressão com os pés no tapete como de costume. Tomarei o café quente que o moço da agência faz para contrastar com o frio que faz na sala. Entre ligar o computador e organizar a mesa talvez eu receba um torpedo no celular. Talvez eu desista de malhar na hora do almoço e talvez eu devore aquele pudim delicioso que paquera comigo sem cessar. Amanhã é dia dos namorados? Então quero um amor de presente.

8.6.09

"vamos estar passando sua ligação"

Para promoções aperte o botão 1, para planos aperte o botão 2, para cadastro aperte o botão 3, para novidades aperte o botão quatro, para esperar mais um pouquinho aperte o botão 4, para desbloqueio aperte o botão 5, para saldo aperte o botão 6, para esperar mais um pouquinho aperte o botão 7, para novos serviços aperte o botão 8, para falar com um de nossos atendentes aperte o botão 9. Para mandar a atendente se fuder aperte todos e segure.

3.6.09

personas.

Hello, my name is Elma. Vendo chips de celulares TIM, OI, CLARO e VIVO para salva-vidas na praia.

1.6.09

sai desse corpo que não te pertence.

Incrível como a mídia dita as regras: branco, olhos claros, corpo perfeito. E você encontra milhares de mutantes por todos os lados. Seres que metem mais medo que o Michael Jackson. Eles usam lentes de contatos da cor dos olhos do Fábio Assunção e adquirem o corpo do Stallone em três semanas. Ou seja, com um pouco mais de tempo conseguem o andar característico dos super-heróis tipo o incrível Hulk, com as pernas do Pernalonga, é claro. Minha gente, chega dá medo. Lá na academia, os "bombados" ensaiam paradinhas e caras e movimentos com os bíceps. É toda uma performance. E parecem mais com o Homem de lata. Mas tem quem goste, né? Há também quem prefira os músculos da cabeça.

31.5.09

Instantâneas.

- Eu acho lindo tudo que você escreve.
- Por que você não me disse antes?
- Têm coisas que não precisam ser ditas.
- Mas é legal ter um feedback...
- Feedback é palavra de publicitário.
- E qual é a palavra do amor?

27.5.09

blog das 30 pessoas.

Galerinha, a partir do dia 1º de junho entra em cena, ou melhor, em rede, um novo espaço: o BLOG DAS 30 PESSOAS. Isso mesmo, 30 pessoas com experiências distintas e de lugares idem, escrevendo em um mesmo blog, cada uma em um dia. Ficarei com o dia 05 por imposição do idealizador Lucas Guedes. Dia 05 é um dia tão “vou pagar a fatura do meu cartão” né? Pois pois, aguardo sua visita.

26.5.09

dos diálogos.

ELE – Neste momento, não está dando para confiar muito na sua cabeça, principalmente se ela acalenta sonhos de grandeza...
ELA – Gripe suína, a notícia do momento. Acho supertendência aquelas máscaras branquinhas de combate à gripe. Tem algo de misterioso em esconder a boca, algo Caminho das Índias.
ELE - ... esquecendo que só batalhando se alcança o que se deseja...
ELA – Ai, supercurto ver o que a Amy Winehouse anda aprontando nas praias caribenhas.
ELE - ... Tudo é adquirido mediante trabalho duro, seja físico, mental ou espiritual. Até os bons jogadores sabem disso...
ELA – O David Beckham é que anda sumido.

(Ele só queria ler o seu horóscopo)

25.5.09

historinhas reais.

Era uma vez uma garota de seis anos. Ela era princesa até nos sapatinhos vermelhos. Gostava de pintar e brincar e de cortar figuras de revistas e colar em um papel branco - poderia ser uma grande cineasta, diretora de arte, fotógrafa ou afins no campo da comunicação e arte - e morava com a mãe e o padrasto em um bairro nobre. Sua mãe era cardiologista e trabalhava cuidando do coração de muita gente. Seu padrasto, advogado, trabalhava com leis e nas horas vagas as desafiavam brincando com Júlia. O príncipe dessa história se transformara em fera e a Bela Júlia cansou de ser a menininha dos contos de fadas. Pendurou seus sapatinhos no varal e sumiu. O homem do Direito mexia com o coração da cardiologista e com várias partes do corpo da princesa Júlia.

21.5.09

Ele queria voar.
Em uma sexta-feira (não era 13)
Ele se jogou do 12º andar.
Seu Allstar não quis ir junto.
Espertinho Ele, o par de tênis.


14.5.09

Barbie

Será que terei o corpo igual ao da minha Barbie Sonho? Aiii, é o meu sonho. Ela é tão magrinha, tão branquinha, com esses cabelos dourados. Quero ser a Barbie quando crescer. Mas, como? Se sou gordinha, pretinha e tenho o cabelo pixaim? Mas Michael Jackson também era pretinho e quando ele cresceu, ele ficou branquinho como o Ken. O Ken é tão bonito, os olhos azuis, parece um anjo. Só não tem asas. Eu também não tenho asas. Queria voar como passarinho, bem alto, lááááá em cima. Lá no céu e ver tudo pequenininho como uma formiga. Sonhei com uma formiga que voava. Ela tinha os cabelos loiros e os olhos azuis e era bem branquinha, como a Barbie. Ai, eu queria ser a Barbie. E encontrar um príncipe encantado parecido com o Ken. E nós dois voaremos por aí, beeeeeeeem alto. Deitar nas estrelas e olhar pra baixo e chamar todas as formiguinhas-anjos. Eu gosto tanto desse joguinho de computador. Só tenho medo do homem de barba que diz eu te amo para mim. Ele fica querendo me ver na escola. Eu tenho medo dele. Coloquei todas as minhas Barbies na porta de casa.

12.5.09

Santa & Paciência.

(Paciência está dentro do box tomando banho. A porta do banheiro está aberta. Santa está encostada na entrada)

SANTA – Eu não consigo.
PACIÊNCIA – É normal.
SANTA – Normal? Até quando meu Deus?
PACIÊNCIA – Quando menos esperar vai vir.
SANTA – Assim do nada?
PACIÊNCIA – Você precisa explorar.
SANTA – já tentei de tudo. Se meus dedos falassem, eles seriam tagarelas. Porque o que eles já sofreram lá dentro...
PACIÊNCIA – Não me dei com esse xampu. Antes eu tivesse comprado o para cabelos tingidos.
SANTA – Me dá umas dicas amiga.
PACIÊNCIA – Ah, tem o de lanolina... e aquele de reparação...
SANTA – Não. Falo dicas pra conseguir lá o negócio.
PACIÊNCIA – Ah, você tem que se tocar.
SANTA – Que isso? Está me tirando?
PACIÊNCIA – Como assim? Ai, entrou xampu em meus olhos.
SANTA – Você mandando eu me tocar.
PACIÊNCIA – Seu corpo, tocar. Ai, está ardendo.
SANTA – Já disse. Já toquei tanto que se tivessem cordas sairia um rock.
PACIÊNCIA – E brinquedinhos?
SANTA – Como assim?
PACIÊNCIA – Objetos, coisinhas.
SANTA – Você é louca?!
PACIÊNCIA – Anrãm.
SANTA – Só se eu pegar as Barbies da minha irmã.
PACIÊNCIA – Ah, têm tantas outras coisas.
SANTA – Nem com chuveirinho eu consegui...
PACIÊNCIA – Porta-escovas de dentes!
SANTA – Hã?
PACIÊNCIA – Já testou com porta-escovas de dentes?
SANTA – Não.

(Paciência termina o banho, enxuga-se e deixa a toalha prendendo os cabelos. Sai do box, enxuga os pés no tapete. Santa olha pelo espelho. Paciência pega o porta-escovas de dentes, tira a escova, põe creme dental e escova seus dentinhos brancos. Santa apenas olha.)