26.12.08

Natal

Ele decidiu não desejar “Feliz Natal” a Seo ninguém, porque era tudo muito fake. Ele decidiu tomar uma meia dúzia de cervejas com o chefe e o colega de trabalho e tomar o ônibus rumo ao Lar Meu Querido Lar. Dentro do coletivo Ele apreciou os afetos de uma mãe jovem com uma criança nos braços, entre sacolas e um ventilador de chão. Ela possivelmente levava o calor humano, o filho e o ventilador para passar um Natal mais fresco. Ela se olhava no reflexo das janelas de vidro, a cor nova do cabelo, loiro-médio-alguma-coisa e estava feliz. Ele acenou para o cobrador, pois seu Allstar branco, nem tão branco assim, ficara preso na porta do meio. O sapato apertou para Ele realmente pensar no real significado no Natal e cochilou até a próxima parada. Abriu a porta de casa, tomou um banho, vestiu a camisa nova e dormiu no sofá, enquanto Xuxa tentava ser atriz num programa da TV. Ele se levantou, comeu alguma coisa com batatas e camarão, tomou duas cocas e voltou a dormir. Então foi Natal, um dia qualquer, como hoje, como semana que vem, como há seis meses.