12.12.08

O homem é realmente livre?


15h. Era um domingo de maio. No Parque da Jaqueira as crianças brincavam, os adultos caminhavam ou faziam ginástica e o velho dormia num banco. Todos gozavam da liberdade até eu fazer o clique. Eu roubei a liberdade do velhinho e ele acordou com o barulho do disparo. Do flash, é claro. Mas eu queria registrar aquele silêncio em meio à agitação do Parque. Havia poesia naquele repouso. Era contrastante com todo o movimento do espaço, com o movimento da minha lente e com o movimento do meu corpo, onde tive que fazer uma “ginástica” para conseguir captar sua imagem por entre as brechas do banco. Por trás daquele semblante tinha um misto de alegria e tristeza.