4.12.08

fluxo

É tudo muito estranho e doce. Depois de algumas decepções, um bocado de orgulho e egoísmo, você ainda acredita que pode ser bom. Escrevo, não para ser entendido, mas para que minhas palavras cheguem do outro lado do rio, depois da cerquinha com as vacas malhadas e os latidos de um cão sem plumas. Se é que me entendem. Não procurem entender-me. Então, essa coisa de se permitir é muito séria e tal. E distância é coisa muito séria também, sofro com ela. É como um "não" quando você quer um "sim". É a cara quando lhe roubam um brinquedo. É lacuna, folha em branco, calabouço. Não sei por que escrevo tudo isso, eu estou bem. Calma. Minha vida não é um tédio e me sinto como se estivesse brincando na rua descalço e todo molhado de suor, um menino que se alegra com algumas moedas e um monte de balas, doces. Estou feliz, sorriso na orelha e uma enorme vontade de te ver. Ver-te. Ter-te. E sonharmos nossos sonhos juntos. E de mãos dadas cumprimentarmos a lua cheia, vazia, nova, velha e minguante. Estar. Ser. E flexionar o verbo amar. É isso.

3 comentários:

Diana Valentina disse...

achei teu blog pelo blog de uma pessoa que lê meu blog.
muito grande e muito pequeno, mas
a verdade é que agora leio sempre.
=)

Cleyton disse...

Ah, obrigado Diana. Seja sempre muito bem-vinda. =D

Cláudio disse...

Que... forte.
Pegou pesado.
Odeio distância também! Nem que seja aquela entre boa viagem e o pina! Um saco!