30.10.08

PESQUISA: O que a galera de Belém vê no meu blog?


Hoje resolvi fazer um estudo e descobrir qual a razão da enorme demanda de habitantes de Belém terem um blog, e mais ainda, por que tantos paraenses estão invadindo o meu blog? Isso não me incomoda, é curiosidade mesmo. Até em fascina, porque adoro fazer amizades e topar com gente que têm o dom da escrita. Então minha gente, não lembro como/onde/porque eu conheci o João Paulo, um cara bacana, amigo de profissão e blogueiro. Deve ter sido na Blogosfera... Daí em diante, zilhões de pessoas inteligentes (com belos escritos) chegaram aqui. E veio o Propaganda Podre, a Tainá, a Manoela etecetera. Uns já estão no êmi-esse-ene com direito a “bom dia, como você está?” e tudo e mais.
E olhe que de Belém, as referências que eu tinha eram pouquíssimas e algumas bem infantis: quando ouço/leio/escrevo a palavra Belém, o que vem à minha cabeça é a cidadezinha onde nasceu Jesus Cristo numa manjedoura. O pastelzinho de Belém e os ritmos Calypsos. Daí fui no Google e descobri que Belém é uma metrópole regional e é facilmente acedida por vias terrestre, aérea e fluvial, sendo uma das principais entradas para toda a região norte.
E mais: é conhecida como cidade das mangueiras, por ter várias árvores dessa fruta pelas ruas – uma das minhas frutas prediletas. Bom, não consegui resposta para minha pesquisa, mas uma coisa é certa: deu uma enorme vontade de ir à Belém. E galera, volte sempre.

28.10.08

Das sintonias.


Posso te levar num parque de diversão?
Vamos andar juntos na roda-gigante?
No trem fantasma se você tiver medo, feche os olhos e me abraça.
Quer maçã do amor ou algodão doce?
Amarra os cadarços do meu Allstar?
Faço uma enorme bola de chiclete e você rir da minha cara de bobo.
Pêra, uva, maçã ou salada mista?
Vamos brincar de médico e com você serei sempre paciente.
Eu cuido de você e você lava meus cabelos.
Quer pipoca com guaraná?
Bem-me-quer, bem-me-quer, você sempre me quer bem.
Eu também te quero, bem.

*Foto livremente "roubada" de um blog muito legal, esqueci qual. Quando topar com ele novamente completo o crédito.

19.10.08

Das insônias.

Você aí e eu aqui. Duas horas da madrugada, escuro e um calor infernal e aí já é manhã e você mostra seu quarto pela webcam, sua cama, os azulejos do banheiro, e pela janela cai neve. Zurique está branca. Meu quarto está preto. A luz do monitor auxilia enxergar o teclado e o sono não vem. Estou vestido com uma cueca vermelha, porque dizem que vermelho é paixão e ao meu lado duas taças de vinho e uma imensa saudade. Você sorri e te miro, te fito e te bebo em um gole só. Ouço o barulho dos carros, mas meu desejo maior é ouvir as batidas do teu coração, tua respiração, o tilintar dessas taças, nossos corpos em erupção.
Quando se está longe, relógio faz muito sentido, vinte quatro horas demoram séculos para passar e não tem chocolate que passe a ansiedade. Quando se está longe queremos tomar um supersônico e dividir uma sobremesa, ver um filminho e dormir de conchinhas.

15.10.08

festa (vidinha) sem graça.

Algumas surpresas, mas não de uvas; bem-casado, mas com placa de “aluga-se” continuava acreditando que um dia iria ganhar um beijinho, de côco. Mas terminou apaixonada por aquele cachorro, que não era quente.

13.10.08

das sedes.

Sentado com um isopor ao colo, em tom de velório, anunciava: tem fanta, tem toddy, tem coca, tem água, tem guaraná, chega tá geladinha.
Da maneira que ele falava, nem sede dava. E se tivéssemos com sede, pelo jeito que ele vendia, parecia que a fanta, o toddy, a coca, a água e o guaraná estavam quentes, competindo com o sol que fazia naquelas 15:20h no ponto do ônibus. Para esquecer que iríamos nos atrasar para a sessão de cinema das 15:40h, resolvi interagir para transformar aquela morbidez do vendedor ambulante em música, alegria, algo que realmente despertasse o interesse das pessoas que como eu estavam ansiosas para chegar em algum lugar, que instigasse a venda.
Ele continuava apresentando os seus produtos. Em dado momento ele não anunciava e ficou batendo os dedos no isopor, foi nessa hora que resolvi compartilhar com um barulhinho. Ele no isopor e eu batendo nas pernas com as palmas das mãos. Ele me olhou e deixou os dentes à mostra soltando um pequeno sorriso. Daí musiquei o discurso do rapaz: tem fanta, tem toddy, tem coca, tem água, tem guaraná, chega tá geladinha. Como num repente, numa embolada. Parei, ele já abria um sorriso enorme, continuando no ritmo alegre e festivo, mostrando que aprendeu. As pessoas do ponto já olhavam para o vendedor. E com certeza, se tivessem com sede, comprariam uma água, uma coca. E até mesmo sem sede, criaram empatia pela música do moço. Meu ônibus chegou e ele deu um tchau feliz como agradecimento.

2.10.08


"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir o nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar."
Caio Fernando Abreu.

Recomendo, ótima leitura:
Caio Fernando Abreu - Cartas
Org. Italo Moriconi