29.7.08

Cinema, aspirinas e uns vudus.

“Ela não tem bunda...” – Comentário do namorado, noivo, boy, sei lá o quê, da dona que estava sentada atrás de mim no cinema da Fundação no último sábado, referindo-se à Leandra Leal, a Camila de “Nome próprio” – Filme bom, com roteiro bom, bons atores, gostei de ver caras novas, bela direção de arte e um chato que não parava de comentar o filme todo. Imbecil! Coitada da mulher que estava com ele, porque se a pobre não tiver bunda, e ele ainda come, imagina o que ele anda falando dela... pior que isso para ela, é ele ter um pinto pequeno, e ela é inteligente em não dizer: “amor, ontem quando você estava no trabalho eu peguei seu irmão, ele não tem bunda como a Leandra Leal mas, tem uma piiiica!”.
Minha gente, a Leandra Leal pode até não ter bunda, mas ela é boa viu! Boa atriz... “ela é toda boa”, e duvido que o bestão falador não ficaria babando se a visse assim na rua.
Vá ver “Nome próprio” nos cinemas. E torça pra não ter um papagaio chato lá.

4.7.08

CONTO DE FODAS II - ISABELA ADORMECIDA.

Era uma vez uma garota, quer dizer, nem tão garota assim, que morava na cobertura de um prédio em Casa Forte, bairro nobre do Recife. Isabela, 25 anos, último ano da faculdade de Direito, Universidade Federal de Pernambuco. Estagiária do Desembagador J num escritório de Advocacia que ficava ali perto. Solteira, muito amigos (muitos amigos interessados, muitos amigos interessantes), festeira, adorava sair pra dançar e tomar seu uísque com guaraná, comprar roupas de marca, ver filminho com pipoca e beijar na boca, isso tudo era motivo de fotos para o orkut no outro dia: "eu e Branca na Nox", "tuntz tuntz tuntz", "é nós na fita", "amigas in-se-pa-rá-veis", "olha nossa cara de alegria" etc e tal.
Bela, como gostava de ser chamada, parecia fútil, mas era uma mulher legal, sem frescura, dessas que chegam perto mesmo, morava com os pais, o irmão pentelho de 7 anos e sua cachorra podlle Frida. Adorava internet, milkshake de chocolate, barzinhos, boates. Cabelos pretos no ombro, preferia vestidinhos que deixavam as pernas à mostra. No escritório terninho, em casa camisola tamanho G pra ficar bem soltinha no corpo, sem calcinha, é claro. O importante pra ela era a liberdade, inclusive nas partes de baixo. Gostava de usar sandálias havaianas e homens russos. Falava inglês, espanhol e estava matriculada no francês. Quando o assunto é língua é com ela mesmo, às vezes fico pensando que poderia ter sido uma boa aluna de letras. Mas escolheu as leis.
Isabela botou um vestidinho azul com branco e foi à festinha no Motel, gente moderna e descolada agora faz festinha em motel. 25 pessoas no motel, aniversário de Branca, sua melhor amiga. Cerveja e ice à vontade no freezer, petiscos e muita música, fumaça e camas redondas, quadradas, espelhos, piscinas e teto móvel, mas faltava o uísque com guaraná. Problema resolvido: Bela foi no Supermercado Extra comprar uísque e alguns saquinhos de Doritos.
De volta ao motel, muitas doses e dancinha sensual com as amigas à beira da piscina e mãos e bocas molhadas. Doses e gargalhadas e fotos. Mas Bela não se interessou por nenhum cara da festinha, apesar de ter gente em comum, havia uns desconhecidos e nada.
6 horas da manhã, todos embriagados, café da manhã na Select da Boa Vista e depois, Recife Antigo, ver a “pica” de Brenand, para quem não conhece é um monumento em forma de pênis que fica do outro lado do Marco Zero.
Lá pelas tantas, Bela agarrada com um boyzinho sem camisa, pés descalços, cabelo bagunçado e um pouco sujo, ela agarrara um mendigo. É, altos beijos colados, maior love. Os amigos chamando e ela sem dar a mínima. Gostou do sujeito, que andava com um vira-lata do lado. Ela só acompanhava as amigas se levassem o mendigo junto. Acordo feito, o garoto foi dormir em sua casa. Ela dorme e o resto você imagina leitor. Dessa vez a safadeza, eu deixo pra vocês imaginarem.

Questãozinha casca de banana:

a) Bela acorda com um beijo.
b) O mendigo leva seu laptop, jóias e dinheiro.
c) Ela é bulinada.
d) Eles vivem felizes para sempre.
e) NDR.