26.6.08

Madrugada diamantes, de amantes.

O telefone não estava mudo, mas o rapaz continuava mudo, mesmo sabendo falar, não dizia palavras, era como uma criança balbuciando os primeiros ais. Ligados por uma fibra ótica era possível ouvir sons da chuva, sopros no ouvido e arranhados de vozes. Envolto num emaranhado de pensamentos chegou o momento que era preciso desligar, e essa hora parecia despedida da mãe com o filho que iria para a guerra, o último abraço, o último beijo. Dor. O rapaz pôs o telefone no gancho e lavou o rosto na pia do banheiro, a água se misturava com lágrimas. Foi até a cozinha e pegou uma faca na última gaveta do armário, se posicionou em frente à mesa, abriu um saco de papel e tirou um pão francês, abriu-o e pôs mortadela. Saciou sua fome e contou uns zilhões de carneirinhos para pegar no sono.

4 comentários:

toni disse...

hauahuaha

vc eh otimo!

Brenno disse...

não tem nada de ficção por aqui... vc vê tudo tão exótico e ao mesmo tempo tão real que a gente acaba acreditando que o lance metade/metade procede ... Que nada !


Bravo guri ...

Marcela Tenório disse...

Cheguei altamente atrasada, mas cheguei!
Li tanta coisa ... banheiro masculino e feminino, 10!
Suas palavras soltas ao vento, 10 tb! E só quero te dizer que quando a gente escreve num canto como esse antes de mais nada estamos dizendo pra gente mesmos aquelas palavras, então foi pra vc o que vc falou e foram boas palavras.
Branca ... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E a de agora, juro, achei que ele fosse pegar a faca e se matar!

Final de semana arretado visse? Em breve nos falamos e eu quero saber das novidades!!:)

Um beijão e saudades!

faziope disse...

Concordo plenamente com a galera.
Um autista... digo: um artista! Hehehe
Bravo! Bravo!
Eu senti a faca cortabdo o rapaz... juro! Que reviravolta.

...mas tipos que ele é de classe baixa, né? Porque mortaNdela... Jesus! Hate it! ^^