13.5.08

Hoje eu poderia ser professor de ciências, dentista, ortopedista, psicólogo ou repórter.

Hoje eu poderia ser professor de ciências, dentista, ortopedista, psicólogo ou repórter. É que em criança eu dizia que ia ser professor de ciências, porque adorava estudar o corpo humano, sistema ósseo, circulatório, respiratório, essas coisas. Também queria ser dentista, achava bonito quem tinha essa profissão. Engraçado, na primeira vez que fui ao dentista, enquanto esperava chamar meu nome na sala de espera, ouvi o barulho da broca e uma criança chorando, corri desesperadamente pra casa e deixei meu irmão mais velho lá. Minha adoração por estudar os ossos na escola, me fez querer ser ortopedista (na verdade, eu já quebrei o pé três vezes, e achava o máximo o processo de colocar o gesso). Sempre gostei de falar em público, e com isso dizia que queria ser repórter, mas as experiências do discurso no microfone foram na formatura do ABC, na primeira comunhão etc. (sempre era escolhido para ser o orador). Até já fui repórter, mas numa peça de Teatro. E também já fui dentista, noutra peça. E nessa confusão toda de não saber ao certo o que escolher ser quando crescer, fui me inscrever no vestibular de psicologia. Desisti no caminho. E no próximo vestibular, me inscrevi para Publicidade. Foi aí que percebi que era isso mesmo o que eu sabia fazer: escrever, falar, persuadir, comunicar. A imaginação, o lúdico, as metáforas, o uso da palavra sempre me acompanharam e hoje só me enxergo como redator publicitário. Poderia ser um excelente professor de ciências, um dentista competente e que não põe medo nas crianças, um ortopedista de primeira, um psicólogo de sucesso ou um repórter de voz forte, mas tenho um caso de amor com as palavras. Por isso escolhi ser redator publicitário. Sou homem de palavra. E palavras.

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